Ministro da Agricultura fala em modernizar a indústria pesqueira em visita a Itajaí - Política e Economia - Santa

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Investimentos10/01/2017 | 10h37Atualizada em 10/01/2017 | 10h37

Ministro da Agricultura fala em modernizar a indústria pesqueira em visita a Itajaí

Blairo Maggi assinou documento para revisão de processos no setor

Foto: Rodrigo Mélo / Divulgação Fiesc

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, assinou nesta segunda-feira em Itajaí um termo que firma a participação da indústria da pesca brasileira em duas das maiores feiras do setor alimentício pesqueiro no mundo, a Seafood Expo North America, em Boston (EUA), e a Seafood Expo Global, em Bruxelas, na Bélgica.

Os eventos ocorrem em março e abril deste ano, e esta será a primeira vez que terão participação do Brasil. Nas próximas semanas o governo federal deve lançar edital para que os empresários interessados se inscrevam.

Decidido a incentivar a modernização do setor pesqueiro no país, o ministro diz que a intenção é não apenas apresentar o pecado brasileiro no exterior, mas também garantir que a indústria nacional conheça práticas utilizadas nos maiores mercados produtores do mundo. Maggi fala em um impulso, com possibilidade de concessão de empréstimos e financiamentos que garantam melhoria na qualidade do pescado nacional.

A assinatura ocorreu na sede do Sindicato dos Armadores e da Indústria da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi), a mais importante entidade representativa da indústria pesqueira no país. Outros dois documentos também foram formalizados, prevendo uma revisão de processos para permissão do exercício da pesca, e a criação de grupos de trabalho para garantir o uso sustentável do recurso pesqueiro.

Disputada

A visita do ministro foi acompanhada pela Frente Parlamentar Catarinense, pelo governo do Estado, pela prefeitura de Itajaí e a Fiesc. O presidente da entidade, Glauco Côrte, fez questão de lembrar ao ministro da importância que a pesca tem para a economia catarinense, como geradora de mais de 3 mil empregos formais, e outros 25 mil na cadeia de produção.

O ministro, por sua vez, disse apostar no potencial brasileiro:

_ Não é a soja, não é o milho, não é o algodão. O pescado pode ser a mudança e a alternativa que estamos buscando _ afirmou.

Maggi ouviu dos representantes do setor uma longa lista de demandas. O presidente do Sindipi, José Jorge Neves Filho, citou as dificuldades enfrentadas pela indústria de processamento em relação à fiscalização. Uma das questões é a demora na avaliação dos lotes, que emperra a distribuição.

O ministro falou da importância de manter os selos de qualidade que são a garantia de consumir um produto adequado. Mas reconheceu a necessidade de rever processos para que a pesca não pare.

Sem atraso nas licenças

O secretário Nacional da Pesca, Deivison Franklin de Souza, que integrou a comitiva do ministro em Itajaí, garantiu que este ano não haverá imbróglio na liberação de licenças para a pesca da tainha. O ministério está trabalhando numa instrução normativa, que deverá ser publicada em fevereiro.

Paralelo a isso, o governo vai descentralizar a análise de documentação, permitindo às superintendências do Ministério da Agricultura nos estados avaliar a concessão de licenças. Com isto, afirma o secretário, não haverá atrasos na próxima safra. 

Sustentabilidade

A Secretaria Nacional de Pesca conseguiu incrementar o orçamento em R$ 30 milhões para 2017. Assim, vai retomar os comitês de gestão, que discutem as espécies capturadas no país e são essenciais para a sustentabilidade do recurso pesqueiro. 

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