Eduardo Cunha será interrogado por Moro nesta terça, em Curitiba - Política e Economia - Santa

Operação Lava-Jato07/02/2017 | 07h18Atualizada em 07/02/2017 | 08h12

Eduardo Cunha será interrogado por Moro nesta terça, em Curitiba

Ex-presidente da Câmara é acusado de receber propina de US$ 5 milhões em contrato para a compra de um campo de petróleo em Benin

Eduardo Cunha será interrogado por Moro nesta terça, em Curitiba JASON SILVA/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO
Foto: JASON SILVA / AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO
Agência Brasil
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O deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) será interrogado, nesta terça-feira, pela primeira vez, pelo juiz federal Sérgio Moro, no processo em que é réu na Operação Lava-Jato. Cunha é acusado de receber propina no valor de US$ 5 milhões em contrato para a compra de um campo de petróleo pela Petrobras em Benin, na África, e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro. O depoimento está marcado para as 15h.

De acordo com o advogado de Cunha, Marlus Arns de Oliveira, apesar de ter o direito de ficar calado, o deputado cassado falará. 

— É um interrogatório em que ele não deve permanecer em silêncio. Ele vai responder às questões que serão formuladas. Temos trabalhado cotidianamente o preparo das resposta às acusações que lhe foram imputadas.

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O defensor afirma também que não há, por enquanto, previsão de delação premiada. 

— Não há nenhuma sinalização relativa à colaboração premiada. Não se tratou dessa questão entre cliente e advogados, tampouco se tratou dessa questão com o Ministério Público. Então, não há tratativa referente à colaboração premiada de Eduardo Cunha.

O deputado cassado está preso preventivamente desde o dia 19 de outubro. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a prisão preventiva se justifica porque há evidências de que Cunha tem contas no exterior que ainda não foram identificadas, o que poderia colocar em risco as investigações. Os procuradores também alegam que ele tem dupla nacionalidade — brasileira e italiana — e poderia fugir do país.

Cunha ficou na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, mas, em dezembro, foi transferido para o Complexo Médico Penal, na região metropolitana da capital paranaense.

O processo contra ele foi aberto pelo Supremo Tribunal Federal, mas após a cassação do mandato, ele perdeu o foro privilegiado e a ação foi encaminhada a Sérgio Moro. Após a prisão, a defesa de Cunha negou que ele tenha praticado qualquer conduta ilegal.

 
 

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