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Motivo de greve na Capital16/02/2017 | 03h00Atualizada em 16/02/2017 | 03h00

Prefeitos avaliam que medidas como as tomadas por Gean Loureiro são necessárias diante da crise

Gestores de cinco cidades-polo de SC avaliam que, embora duras, ações são importantes para manter a máquina pública funcionando

Prefeitos avaliam que medidas como as tomadas por Gean Loureiro são necessárias diante da crise Leonardo Gorges/Agência RBS
Paralisação completa um mês nesta quinta-feira Foto: Leonardo Gorges / Agência RBS

A greve dos servidores municipais da Capital completa um mês nesta quinta-feira e continua o impasse sobre a lei que suspendeu o plano de carreira dos servidores, com sindicato exigindo a revogação de um lado e a prefeitura negando firmemente do outro. Cortes e planos de austeridade apareceram por todas as cidades de Santa Catarina desde a posse dos novos prefeitos, mas inegavelmente o "pacotão" do prefeito de Florianópolis Gean Loureiro (PMDB) foi o que causou mais polêmica. Entre os prefeitos de outras cinco cidades-polo do Estado, porém, a opinião é a mesma: medidas como as tomadas pelo peemedebista, ainda que duras, são necessárias para manter a máquina pública funcionando diante da crise.

Reeleitos, os prefeitos de Blumenau, Joinville e Chapecó afirmam que já vinham tomando medidas de contenção em anos anteriores, e que por isso agora a situação é um pouco mais cômoda no relacionamento com os servidores públicos e no enxugamento da máquina.

— Aqui nós já adotamos algumas medidas de contenção de gastos desde o início de 2013 e enfrentamos algumas greves, mas ano passado já não, por exemplo. As medidas de austeridade como a que o Gean tomou são, na nossa leitura, necessárias porque as finanças da cidade se mostraram em situação de grande desconforto e não havia como manter a prefeitura funcionando. Foi um pacote denso, mas necessário — comenta o prefeito de Joinville, Udo Döhler (PMDB).

Nem um possível impacto político, na análise dos prefeitos, justificaria agir com mais cautela em um momento como este. A avaliação é de que o ganho futuro — inclusive na política — é na verdade muito maior que uma possível arranhada na imagem do presente.

— Se olharmos na rua, as medidas que tomamos até têm a simpatia da cidade, porque estamos diminuindo a máquina. Não podemos ter o olhar político, tem que olhar o resultado da gestão. O prefeito que não tomar as medidas necessárias no início do mandato, está fadado ao fracasso — diz Antonio Ceron (PSD), prefeito de Lages.

O que dizem os prefeitos das cidades-polo de SC sobre medidas de austeridade:

"Estamos estudando medida por medida, mas temos que ter o contingenciamento. Todos os município têm que racionalizar a administração, otimizar recursos. Nesse sentido, as medidas sempre podem desagradar alguns setores. Mas estamos estudando muito bem para que as pessoas não sejam penalizadas sem justificativa. A população naturalmente espera que a administração, perante a crise, até para que possa dar conta dos encargos sociais, vagas em creches, manter a saúde funcionando, otimize a máquina pública e tome as medidas necessárias".
Volnei Morastoni (PMDB), prefeito de Itajaí

"Aqui nós já adotamos algumas medidas de contenção de gastos desde o início de 2013 (primeiro mandato de Udo), tivemos greves em 2013 e 2014, e paralisação pontual em 2015.. As medidas de austeridade como a que o Gean tomou em Florianópolis são, na nossa leitura, necessárias porque as finanças da cidade se mostraram em situação de grande desconforto e não havia como manter a prefeitura funcionando diante da situação herdada por ele. Foi um pacote denso, mas necessário. Muitas medidas que o Gean tomou nós já vencemos no primeiro mandato".
Udo Döhler (PMDB), prefeito de Joinville

"A situação financeira de Lages é tão ou mais delicada do que Florianópolis. Nós aqui elencamos um pacote de medidas de austeridade, está na Câmara a reforma administrativa, mas nenhuma atitude que afete o funcionalismo será tomada nesse primeiro momento. Se olharmos na rua, as medidas que tomamos até têm a simpatia da cidade, porque estamos diminuindo a máquina. Não podemos ter o olhar político, tem que olhar o resultado da gestão. O prefeito que não tomar as medidas necessárias no início do mandato, está fadado ao fracasso".
Antonio Ceron (PSD), prefeito de Lages

"Sempre temos conversa franca com os servidores. Se eu fosse prefeito de uma cidade com greve nesse momento, iria buscar o diálogo à exaustão, porque isso abre um caminho muito importante. Explica e a maioria, se não todos, entende as dificuldades. A melhor política é a política da cidade. Pensar como prioridade o interesse do município e quem tem esses dados é o prefeito. Os colegas servidores vivem na cidade e querem que as coisas vão bem. Tem que sempre pautar o interesse da cidade".
Luciano Buligon (PSB), prefeito de Chapecó

"A gente se antecipou à crise econômica e tomou medidas ainda no primeiro mandato, como a redução logo no primeiro dia de quase uma centena de cargos comissionados. Mas claro que mesmo assim a situação continua difícil. Uma gestão só é eficiente se o governo é responsável. A popularidade vem e passa, a credibilidade fica. No fim, um gestor público é lembrado a longo prazo. Responsabilidade fiscal, transparência, zelo com a conta pública são realmente um ativo eleitoral e político, no sentido de que mostram o perfil de gestor que a sociedade espera".
Napoleão Bernardes (PSDB), prefeito de Blumenau

*Clesio Salvaro (PSDB), prefeito de Criciúma, não foi localizado até a noite desta quarta-feira


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