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Operação Pripyat23/03/2017 | 14h39Atualizada em 23/03/2017 | 14h39

Cinco ex-dirigentes da Eletronuclear são denunciados por lavagem de dinheiro

Crimes somam mais de R$ 2,3 milhões. Empresários já estão presos preventivamente no presídio Bangu 8

Agência Brasil
Agência Brasil

A partir das investigações da Operação Pripyat, o Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia à Justiça contra cinco ex-dirigentes da Eletronuclear, já presos preventivamente no presídio Bangu 8, e dois sócios da VW Refrigeração. Eles são acusados de crimes de lavagem de dinheiro que somam mais de R$ 2,3 milhões. A denúncia foi apresentada na quarta-feira e divulgada nesta quinta-feira pelo MPF.

A Operação Pripyat é um desdobramento da Lava-Jato e apura crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na construção da Usina de Angra 3 pela Eletronuclear.

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A força-tarefa da Lava-Jato no Rio de Janeiro os acusa de movimentarem e dissimularem a origem de recursos destinados às obras da Usina de Angra 3. Para tanto, segundo a denúncia, foram usados pelo menos 27 saques não identificados e depósitos entre 2010 e 2016 nas contas dos executivos, que já foram denunciados antes por corrupção e lavagem de dinheiro.

De acordo com o MPF, o esquema de lavagem de dinheiro entre a construtora Andrade Gutierrez e a VW se revelou maior do que tinha sido investigado: atendia não só ao ex-superintendente de Construção da Eletronuclear, José Eduardo Costa Mattos, mas também aos ex-diretores Edmo Negrini (Administração e Finanças), Luiz Soares (Técnico), Luiz Messias (Superintendência de Gerenciamento de Empreendimentos) e Pérsio José Gomes Jordani (Planejamento, Gestão e Meio Ambiente). Além deles, foram acusados os empresários Marco Aurélio Barreto e Marco Aurélio Vianna, da VW Refrigeração.

O processo penal passa a tramitar se a denúncia for aceita pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Com base nos dados bancários dos gestores da Eletronuclear e da VW Refrigeração, que teria Costa Mattos como sócio oculto, o MPF rastreou os repasses de propina para os outros ex-diretores, que valores que variam entre R$ 706,5 mil, como o caso de Luiz Soares, e R$ 446,9 mil, para Luiz Messias.

Segundo a denúncia, ficou evidente a correspondência entre as operações de pagamento e os saques das contas da VW, cujo único serviço prestado à Eletronuclear foi uma vistoria nas centrais de gelo do canteiro de obras da usina e produção de relatório. A vistoria durou poucos dias e o ajuste fictício fixara mais de quatro anos de serviço, de acordo com o MPF.

"As saídas das contas da VW Refrigeração e os depósitos para os ex-gestores da Eletronuclear são suficientes para demonstrar que Negrini, Soares, Messias e Jordani, com a supervisão de Costa Mattos, se beneficiaram da lavagem de dinheiro da propina pela Andrade Gutierrez usando contratos fraudulentos com a VW Refrigeração", afirmam, em nota, os procuradores Leonardo Cardoso, José Augusto Vagos, Eduardo El Hage, Renato de Oliveira, Rodrigo Timóteo da Costa, Jessé Júnior, Rafael Barretto, Sérgio Pinel e Lauro Coelho Junior, autores da denúncia.

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*Agência Brasil

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