Do campo ao prato: a produção desde o leitão até a salsicha - Política e Economia - Santa

Economia25/03/2017 | 03h01Atualizada em 25/03/2017 | 10h40

Do campo ao prato: a produção desde o leitão até a salsicha

Suinocultura catarinense é responsável por 28,3% das exportações em SC

Do campo ao prato: a produção desde o leitão até a salsicha Cristiano Estrela/Agencia RBS
Basílio Knakiewicz, criador de suínos Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

Em algumas empresas, a criação de suínos é feito por etapas e, em cada uma delas, por um produtor diferente. Em outras, tudo é feito em uma mesma unidade criadora. No caso do produtor independente Basílio Knakiewicz, metade dos 1,5 mil animais passa por todas as etapas dentro da mesma propriedade. A outra metade é vendida quando se tornam leitões.

Os avós dos suínos que comemos são animais destinados exclusivamente à reprodução e origem de matrizes. Esses animais ficam nas granjas certificadas e passam por exames a cada seis meses para controle de doenças, acompanhados pela Cidasc.

Os animais que nascem das matrizes vão para as Unidades Produtoras de Leitões (UPLs), onde, finalmente, se reproduzem e dão origem ao animal que vai para o abate. Com 21 a 28 dias de vida eles seguem para crechários, onde ficam por outros 44 dias. Por fim, vão para as terminações. Lá, ficam cerca de 110 dias engordando. O próximo passo é o abate, já no frigorífico.

Esse ganho de peso rápido não é resultado de hormônios, como muita gente pensa. O uso dessa substância em animais é proibido no Brasil. A rapidez no desenvolvimento é resultado de melhoramento genético, obtido por meio de gerações e gerações de cruzamentos monitorados.

Como vivem os porcos?
Não há uma regra de quantos animais devem ser mantidos por metro quadrado. Cada companhia cria o próprio regulamento. O Mapa determina apenas que o bem-estar animal deve ser levado em conta em todas as etapas do processo. Há uma outra razão para que os animais não sejam submetidos a muito estresse: isso pode gerar dificuldade de ganhar peso, o que é ruim, economicamente, para as empresas.  

No frigorífico
O abate de suínos segue as normas de abate humanitário, previsto no regulamento do Mapa desde 1952. Em 2000, foi incluída na legislação a insensibilização de animais de açougue, que nada mais é que deixar o animal inconsciente antes do abate. No caso de suínos, isso pode ser feito por um choque logo antes de sangrar o animal. Os pelos são removidos por máquinas, os miúdos separados para subprodutos. O sangue e outras partes não utilizadas para consumo podem virar subproduto para rações animais, principalmente para pets. As carcaças, já limpas, seguem para a linha de produção. Nossa visita ao frigorífico começou nessa etapa.

Equalização
Esta foi a primeira fase do processo ao qual tivemos acesso. Nessa etapa, as carcaças permanecem por cerca de 14h a uma temperatura inferior a 7oC.  Dali, saem para a sala de cortes.

Espostejamento
Em cada balcão, trabalham funcionários divididos por corte: pernil, costela etc. O trabalho é todo manual, repetitivo, em uma sala na qual a temperatura varia de 10oC a 12oC. A sala de cortes tem um rodízio: há uma cadeira para cada três trabalhadores e eles se revezam para trabalhar parte do tempo em pé, parte sentado.

Enchendo linguiça
A carne já moída e temperada chega em carrinhos de aço na etapa chamada embutimento de frescais. Ali, é colocada em tripas e logo segue para empacotamento.

Estufas de cozimento
As estufas cozinham salsichas e mortadelas. Alcindo Alves da Anunciação, 37, trabalha há quase três anos nesta etapa de uma agroindústria. O tempo de cozimento varia conforme o produto. Tudo é feito por maquinário, operado por um painel digital. 

ENSAIO DE FOTOS: Carne Fraca no NóS #38

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Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS


 
 

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