Carolina Bahia: "Cerco se fecha contra Lula" - Política e Economia - Santa

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Opinião21/04/2017 | 19h51Atualizada em 21/04/2017 | 19h51

Carolina Bahia: "Cerco se fecha contra Lula"

Depoimento de empreiteiro da OAS complica ainda mais a situação do ex-presidente na Operação Lava-Jato

Enquanto deputados petistas desprezam as declarações do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro à Justiça, investigadores da Lava-Jato, consultados pela coluna, comemoram o que consideram a última peça do quebra-cabeça do caso tríplex. Eles acreditam que, depois desse depoimento, a condenação de Luiz Inácio Lula da Silva será inevitável. Ao juiz Sérgio Moro, o empreiteiro confirmou que o apartamento estava reservado para o ex-presidente e foi reformado para atendê-lo. Ao mesmo tempo, um acordo de delação está em curso. Se o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci também fechar a colaboração com a Lava-Jato, estará formada a tempestade perfeita, atingindo em cheio o coração do PT.

A defesa de Lula nega as acusações e parlamentares desafiam os empreiteiros. Bravatas de deputados preocupados com 2018. Depois do que veio à tona com a Odebrecht, Pinheiro não tem mais motivos para ficar calado ou para esconder documentos comprometedores. Preso desde setembro de 2016, ele mostra disposição para contar o que sabe sobre o velho amigo. Palocci está na mesma situação. Ex-coordenador de campanha de Lula, ele conhece as entranhas do PT. Há sete meses atrás das grades, não parece disposto a encarnar um segundo José Dirceu, que enfrenta condenações de boca fechada. Para surpresa de seus colegas, Palocci ofereceu a Moro informações suficientes para mais um ano de um trabalho que, segundo ele ¿faz bem ao Brasil¿.  Não há conversa dos procuradores com Palocci. Mas é questão de pouco tempo.

No dia 3 de maio, será a vez de Lula ser interrogado por Moro.  Diante do cerco que se fecha, a estratégia é alimentar o discurso de perseguido político, ainda mais depois da pesquisa que mostra a vantagem do petista para as eleições presidenciais. Fantasia de vítima só cola mesmo junto à militância mais fiel, empenhada até em organizar manifestações para este dia. O julgamento deverá ocorrer de 45 a 60 dias depois.

 

 

Cigarro de palha  

Deputados governistas estão recebendo uma enxurrada de informações sobre as vantagens da reforma da Previdência, em especial na tentativa de romper as resistências às mudanças para o campo. Um dos textos começa dizendo que ¿existe o mito de que o trabalhador rural é uma pessoa que trabalha com enxada e fuma cigarro de palha (...)¿. O artigo argumenta que regras diferenciadas são privilégio porque o setor já conta com alta tecnologia. Mas esquece que também existe pobreza no campo.

 

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