Carolina Bahia: no bolso da Odebrecht - Política e Economia - Santa

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Opinião12/04/2017 | 19h29Atualizada em 12/04/2017 | 19h56

Carolina Bahia: no bolso da Odebrecht

Oficialmente, nenhum político reconhece o famoso "por fora", mas nos bastidores o assunto sempre foi tratado como algo que todo mundo faz

Carolina Bahia: no bolso da Odebrecht FELIPE RAU/ESTADÃO CONTEÚDO
Foto: FELIPE RAU / ESTADÃO CONTEÚDO

O pessoal precisava do caixa 2. A frase, dita pelo ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht ao juiz Sérgio Moro revela uma prática de campanha espúria que, infelizmente, entrou na rotina da política brasileira. Oficialmente, nenhum político reconhece o famoso "por fora", mas nos bastidores o assunto sempre foi tratado como algo que não pode, mas todo mundo faz. Na verdade, uma prática antidemocrática, um biombo para a lavagem da propina e do toma lá dá cá. Hoje, quem analisa as justificativas das aberturas de inquérito e os fortes depoimentos dos delatores só pode chegar a uma conclusão: a política brasileira estava no bolso da Odebrecht, sem constrangimentos. A operação tomou tamanha dimensão que um departamento de pagamento de propina foi montado pela empresa para organizar a maracutaia.

- Toda relação com um político, por mais que o empresário peça pleitos legítimos, no fundo, gera uma expectativa de retorno – reforçou Marcelo ao levantar a pontinha do tapete.

Na folhinha
O ministro Edson Fachin deu 30 dias para as diligências nos inquéritos. Mas quem acompanha o passo a passo da Lava-Jato já espera que a Polícia Federal peça a ampliação do prazo. Em tese, a partir da próxima semana já poderão começar as primeiras diligências. Os delatores já se preparam para serem chamados pelos delegados para depor. 

Semana santa
Coordenador da Lava-Jato em Curitiba, o procurador Deltan Dallagnol foi visto desembarcando em Brasília, ontem. Integrantes da força-tarefa estão mobilizados, em um plantão.

Vai parar?
Depois do apelo do presidente Michel Temer para que o Congresso não pare, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mobilizou-se para tentar garantir os trabalhos na próxima semana. Parlamentares foram avisados que o projeto da recuperação fiscal dos Estados poderá ser votado na terça-feira e que uma pauta positiva será construída. Tem deputado aliado duvidando. 

Em comum
O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), e o deputado Marco Maia (PT-RS) não só compartilham da citação no mesmo inquérito, o que trata da obra da extensão do Trensurb, em Porto Alegre, como contam com o mesmo advogado. O criminalista Daniel Gerber cuida das defesas.

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