Fachin envia inquéritos contra Aécio, Jucá e Renan para Polícia Federal - Política e Economia - Santa

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Operação Lava-Jato17/04/2017 | 18h12Atualizada em 17/04/2017 | 19h39

Fachin envia inquéritos contra Aécio, Jucá e Renan para Polícia Federal

Decisão dá início ao processo de investigação, que poderá solicitar quebras de sigilo telefônico e fiscal, além do depoimento dos acusados

Fachin envia inquéritos contra Aécio, Jucá e Renan para Polícia Federal George Gianni/ PSDB/
Foto: George Gianni/ PSDB
Agência Brasil
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato, determinou nesta segunda-feira o envio dos inquéritos envolvendo os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Romero Jucá (PMDB-RR) e Renan Calheiros (PMDB-AL) para a Polícia Federal (PF). A decisão dá início ao processo de investigação na PF, que poderá solicitar quebras de sigilo telefônico e fiscal, além da oitiva dos próprios acusados.

As investigações envolvendo outros parlamentares também deverá seguir o mesmo procedimento nos próximos dias. Os inquéritos foram abertos pelo ministro, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), para apurar citações aos nomes dos parlamentares nos depoimentos de delação de ex-executivos da empreiteira Odebrecht.

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Aécio Neves e Romero Jucá são os que acumulam o maior número de investigações abertas na Lava-Jato, cinco cada um. Renan Calheiros foi citado em quatro inquéritos envolvendo a Odebrecht e passou a responder a 12 investigações na operação.

Outro lado

Após a abertura da investigação, o senador Aécio Neves disse considerar "importante o fim do sigilo sobre o conteúdo das delações". Segundo o comunicado, a divulgação das colaborações premiadas foi solicitada pelo próprio parlamentar a Fachin na semana passada. "(Aécio Neves) considera que assim será possível desmascarar as mentiras e demonstrar a absoluta correção de sua conduta", informou a assessoria do senador.

Já Romero Jucá disse que "sempre esteve" e "sempre estará" à disposição da Justiça para qualquer informação. "Nas minhas campanhas eleitorais, sempre atuei dentro da legislação e tive todas as minhas contas aprovadas", disse o parlamentar, também por meio de nota.

Renan Calheiros disse que a abertura dos inquéritos permitirá que ele possa conhecer "o teor das supostas acusações para, enfim, exercer meu direito de defesa sem que seja apenas baseado em vazamentos seletivos de delações".

— Um homem público sabe que pode ser investigado. Mas isso não pode significar uma condenação prévia ou um atestado de que alguma irregularidade foi cometida. Acredito que esses inquéritos serão arquivados por falta de provas, como aconteceu com o primeiro deles — argumentou o senador e ex-presidente do Senado.

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*Agência Brasil

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