Carolina Bahia: A reforma que virou geleia - Política e Economia - Santa

Política03/05/2017 | 20h35Atualizada em 03/05/2017 | 20h35

Carolina Bahia: A reforma que virou geleia

"Um dos principais problemas da Previdência são os privilégios e distorções, que continuarão"

O texto da reforma da Previdência virou uma geleia. Deputados cederam às pressões das corporações, mudaram a redação várias vezes e ainda prometeram mais alterações no plenário da Câmara, com a negociação de destaques. Aeroviários e agentes penitenciários contam com mudanças na última hora.

É verdade que a proposta original, idealizada pelo Ministério da Fazenda, era dura demais. E também é praxe que o parlamento negocie para conseguir avançar. Mas faltou critério. Um dos principais problemas da Previdência são os privilégios e distorções, que continuarão. O cúmulo da concessão foi garantir aos policiais legislativos o regime especial, com idade mínima de 55 anos. Eles são aqueles servidores concursados, muito bem remunerados, que cuidam da segurança interna do Congresso. Não estão expostos ao risco, como um policial que está nas ruas, mas terão a vantagem. É o tipo de medida que pode ter pouco impacto nas finanças, mas desmoraliza a reforma.

Ontem, a comissão especial estava transformada em feira livre, com representantes de corporações tentando assegurar benefícios. Quem não tem poder de mobilização e lobby vai pagar o preço dessas mudanças. Isso se o governo conseguir os 308 votos para a aprovação em plenário.

Telemarketing
O Planalto conta com o mercado para angariar votos pró-reforma da Previdência. Deputados governistas confessam que recebem telefonemas de empresários, e o pedido é sempre o mesmo: aprovação em nome do crescimento da economia.

Um susto
Mesmo com as exonerações do governo atingindo o PR, o deputado Jorginho Mello afirma que não mudou de ideia e votará contra da reforma da Previdência. Ele tem uma indicação do DNIT no Estado, mas jura que não sofreu ameaças. O Planalto resolveu demitir somente alguns afilhados de quem não foi fiel na reforma trabalhista.

Passa lá
Deputados da bancada ruralista estiveram com o presidente Michel Temer e pediram redução dos juros do Plano Safra, que será lançado neste mês. Valdir Colatto (PMDB) participou do encontro. O Banco do Brasil tem interesse na redução, mas Temer não se comprometeu e encaminhou o caso ao ministro Henrique Meirelles (Fazenda).

 
 

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