Furacão político das delações recoloca Mauro Mariani no jogo da sucessão de Raimundo Colombo - Política e Economia - Santa

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Upiara Boschi30/05/2017 | 06h00Atualizada em 13/06/2017 | 19h21

Furacão político das delações recoloca Mauro Mariani no jogo da sucessão de Raimundo Colombo

Entre peemedebistas, é comum ouvir que o deputado federal precisa portar-se desde já como pré-candidato. Inclusive em questões de relacionamento com outras lideranças do partido.

Furacão político das delações recoloca Mauro Mariani no jogo da sucessão de Raimundo Colombo Divulgação / Facebook de Mauro Mariani/Facebook de Mauro Mariani
Deputado federal Mauro Mariani em evento do PMDB em Mafra no último dia 13 de maio Foto: Divulgação / Facebook de Mauro Mariani / Facebook de Mauro Mariani

Antes dos furacões Odebrecht e JBS, duas apostas pareciam perda de tempo em Santa Catarina: a manutenção da aliança entre PSD e PMDB nas eleições de 2018 e a consolidação do nome do deputado federal Mauro Mariani como candidato peemedebista a governador. A poeira ainda está baixando, mas as nuances do novo cenário que se apresenta indicam que ambas as cartas voltaram a ter valor.

Mariani tem nas mãos a presidência estadual do partido e o apoio quase unânime da bancada federal do partido. Tem evitado apresentar-se como pré-candidato a governador, aparentemente temendo trazer junto com os devidos holofotes a vinculação ao péssimo momento vivido pela classe política.

Essa postura tem feito até possíveis adversários verem nele, até agora, uma espécie de Cavalo de Troia de um projeto encabeçado pelo senador Dário Berger (PMDB). Mesmo pesquisas encomendadas por outras legendas apenas testavam cenários com o vice-governador Eduardo Pinho Moreira, o prefeito joinvilense Udo Döhler e o próprio Dário como nomes do PMDB para a cabeça-de-chapa.

Entre peemedebistas, é comum ouvir que Mariani precisa portar-se desde já como pré-candidato. Inclusive em questões de relacionamento com outras lideranças. Há quem diga que o partido prefere o deputado federal politicamente, mas que se sente mais à vontade com o tratamento recebido por parte de Pinho Moreira. 

Se depender da vida partidária, é entre eles que se definirá a candidatura do PMDB em 2018. A opção Udo viria atrelada ao pragmatismo de escolher um político não-político. Dário foi para o fim da fila com a fala do delator da JBS de que teria votado no alagoano Renan Calheiros para presidência do Senado contra o catarinense Luiz Henrique da Silveira em 2015. Rapidamente Mariani assinou, como presidente do PMDB-SC, uma nota em defesa do senador — importante aliado interno. Não foi por acaso.  

Enquanto em Santa Catarina ainda se avaliam os impactos das delações sobre o projeto do PSD, é em  Brasília que Mariani trabalha para consolidar de seu nome e manter a aliança. Nesses círculos, é citada até mesmo uma chapa com o deputado federal João Rodrigues (PSD) como candidato a vice-governador.

Embora a movimentação pareça antagônica aos planos do deputado estadual Gelson Merisio, pré-candidato do PSD, ela tem uma conveniente sincronia. Das vagas majoritárias, Merisio pleiteia apenas a de governador e em um cenário de rompimento da aliança com o PMDB. Rodrigues está aberto à vaga de vice e não descarta os peemedebistas. Na lógica dos pessedistas de Chapecó, o que é paralelo pode se cruzar em 2018 — inclusive com Merisio ocupando o espaço do correligionário na Câmara dos Deputados.


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