"Minha melhor contribuição ao país é ser um bom prefeito", diz João Doria ao negar candidatura - Política e Economia - Santa

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Entrevista05/05/2017 | 16h53Atualizada em 05/05/2017 | 16h53

"Minha melhor contribuição ao país é ser um bom prefeito", diz João Doria ao negar candidatura

Prefeito de SP falou sobre gestão pública em evento em Florianópolis

"Minha melhor contribuição ao país é ser um bom prefeito", diz João Doria ao negar candidatura Felipe Carneiro/Agencia RBS
Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Convidado para um almoço-palestra em Florianópolis sobre gestão pública, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), conversou com a imprensa no fim do evento desta sexta-feira. Na rápida entrevista no saguão da Fiesc, o tucano afirmou que esse não é o momento de discutir sucessão presidencial e defendeu as parcerias entre o poder público e a iniciativa privada. Confira:

O senhor arrancou um instante de lamúria ao afirmar taxativamente que não será candidato no próximo ano. Algo pode mudar essa decisão até lá?
Não é lamúria, é apenas não antecipar processos. Nossa obrigação como prefeitos, governadores e o próprio presidente da República nesse momento não é discutir sucessão presidencial, é discutir o Brasil de hoje. Aprovar as reformas, realizar boa gestão, entender o que a população mais precisa nas cidades com saúde, educação, habitação, transporte, segurança. São tantos desafios que não dá pra antecipar o processo eleitoral pra uma discussão nesse momento. Então não se trata de lamúria, mas de uma visão mais prática das coisas e da contribuição que a gente pode oferecer.

Independente de cargo, o senhor pensa em um futuro político?
Penso em fazer minha gestão como prefeito de São Paulo. Fui eleito para ser prefeito nesses quatro anos e a melhor contribuição que posso fazer à democracia brasileira, ao país, aos que votaram em mim e aos que não votaram é ser um bom prefeito. Essa é minha preocupação no momento.

Uma das inovações na prefeitura de SP foi ligar a iniciativa privada ao poder público, selando parcerias. Qual o limite para que isso ocorra de forma ética?
É o princípio da transparência, da ética, colocar com muita clareza e estabelecer canais de absoluta transparência. E sendo assim é ético, é bom, é saudável. Nós inovamos na gestão pública em SP trazendo o setor privado pra apoiar várias áreas. Saúde, educação, habitação, transporte, mobilidade urbana, reurbanização da cidade, segurança, cultura, esporte, assistência social. Todas elas com investimentos privados sem contrapartida. Vejo isso sempre com bons olhos.

O que o senhor pensa sobre financiamento de campanha eleitoral? Deve ter dinheiro da inciativa privada? E se deve, qual o limite?
Quando o Brasil retomar a economia e tiver condições de solidez, até acredito que o financiamento deve ser 100% público. Nesse momento, onde as finanças estão combalidas, o orçamento sofre, a cada dois anos você financiar toda uma campanha com recursos públicos, embora legítimo e eticamente recomendável, pragmaticamente não é possível que venha ocorrer. Seria melhor, a meu ver, uma revisão dessa legislação. Já até fiz esse comentário pessoalmente ao ministro Gilmar Mendes (do Tribunal Superior Eleitoral), onde pudéssemos ter uma combinação entre o financiamento público e o privado, com transparência, limites e com a capacidade que têm hoje os tribunais estaduais e o próprio TSE e os mecanismos de Banco Central, Secretaria da Receita, (secretarias) fazendárias dos Estados.

O senhor sempre critica a ineficiência do serviço público. Acha que está conseguindo superar esse desafio?
Nós estamos no caminho, apenas começamos. Quatro meses na prefeitura de SP é pouco tempo ainda. Temos muito desafios, muito por fazer e tenho que reconhecer que nós apenas começamos. Começamos bem, é fato. A avaliação que temos é boa e ela só se faz em cima do nosso trabalho. Nunca fui deputado, senador, nunca ocupei função pública, então a única avaliação que posso sofrer é a da minha gestão como prefeito da cidade de SP. Então estamos no bom caminho, mas temos uma longa trajetória pela frente.

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