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Terremoto no poder22/05/2017 | 11h51Atualizada em 22/05/2017 | 13h46

Operação usada por Temer para receber Joesley só ocorreu 10 dias após encontro no Jaburu

Presidente afirmou em entrevista que recebeu dono da JBS por achar que ele fosse falar da Carne Fraca 

Operação usada por Temer para receber Joesley só ocorreu 10 dias após encontro no Jaburu EVARISTO SA/AFP
Foto: EVARISTO SA / AFP
Zero Hora
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O presidente Michel Temer afirmou em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo que teria recebido o empresário Joesley Batista, da JBS, durante a noite do dia 7 de março no Palácio do Jaburu, para falar sobre a Operação Carne Fraca. A tal investigação, entretanto, só foi deflagrada dez dias depois, no dia 17 de março.

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Na entrevista, Temer disse que Joesley tentou falar com ele muitas vezes, e que achou que fosse por causa da Carne Fraca. O presidente afirmou que teria dito para o empresário, então, "venha quando for possível, eu atendo todo mundo". Temer afirmou ainda:

— Houve um dia que ele me pegou, conseguiu o meu telefone, e eu fiquei sem graça de não atendê-lo. Eu acho que ele ligou ou mandou alguém falar comigo, agora confesso que não me recordo bem.

Quando a operação foi deflagrada, 10 dias depois do encontro com o empresário, o governo disse ter sido pego de surpresa com a investigação, que mostrou fiscais agropecuários cobrando propina de empresas do setor e levantou dúvidas sobre a qualidade da carne brasileira.

Temer "se equivocou" em entrevista

A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto informou, na manhã desta segunda-feira (22), que o presidente Michel Temer se equivocou ao dizer à Folha de S.Paulo que foi procurado pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, para falar sobre a Operação Carne Fraca. A declaração de Temer foi publicada nesta segunda pelo jornal. A conversa, grampeada por Joesley, no entanto, ocorreu 10 dias antes da operação desencadeada pela Polícia Federal (PF), exatamente no dia 7 de março.

"O presidente se equivocou, se confundiu", afirmou a assessoria.

Michel Temer chegou nesta segunda ao Planalto por volta das 10h. Ao longo do dia, ele deve ter uma jornada de conversas com ministros, lideranças da base aliada e assessores da área jurídica. O presidente vai buscar apoio para manter a governabilidade e minimizar os impactos da crise provocada pela delação de Joesley Batista ao Ministério Público e a divulgação de sua conversa com o empresário.

Pela agenda divulgada pela assessoria do Planalto, Temer já recebeu em despachos os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (Planejamento), além do secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, e os deputados Baleia Rossi (PMDB-SP), Carlos Marun (PMDB-MS) e André Moura (PSC-SE).

 
 

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