Presidente do TCE-SC nega pedido de suspeição e citado na Lava-Jato votará contas de Colombo - Política e Economia - Santa

Versão mobile

Governo do Estado31/05/2017 | 15h12Atualizada em 31/05/2017 | 17h18

Presidente do TCE-SC nega pedido de suspeição e citado na Lava-Jato votará contas de Colombo

Dado Cherem alegou que, por não fazer parte do processo, a federação não pode fazer esse pedido

Presidente do TCE-SC nega pedido de suspeição e citado na Lava-Jato votará contas de Colombo Hyury Potter / Agência RBS/Agência RBS
Votação das contas ocorre nesta quarta-feira Foto: Hyury Potter / Agência RBS / Agência RBS

O presidente do Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE-SC), Dado Cherem, negou um pedido da Federação Nacional dos Sindicatos dos Servidores dos Tribunais de Contas (Fenacontas) para que o conselheiro Julio Garcia, citado na Operação Lava-Jato, fosse declarado suspeito e com isso não pudesse votar as contas de 2016 do governo Raimundo Colombo (PSD) nesta quarta-feira. Após Cherem negar a solicitação, o pleno do tribunal decidiu pela manutenção do voto do conselheiro.

O nome de Garcia aparece nas delações da Odebrecht na Lava-Jato, onde ex-diretores o apontam como interlocutor de repasse de valores para caixa 2 em campanhas eleitorais de políticos do PSD, partido de Colombo, no Estado. Todos negam as afirmações dos delatores. O presidente do tribunal negou a solicitação alegando que, por não fazer parte do processo, a federação não pode fazer esse pedido.

Julio Garcia era o relator original do processo das contas do governo, mas deixou a função logo após o sigilo das delações da Odebrecht ser derrubado pelo STF. O conselheiro Luiz Roberto Herbst, que substituiu Garcia na relatoria, pediu que o próprio colega se declarasse impedido de votar — o que não aconteceu.

A votação das contas de Colombo em 2016 ocorre nesta quarta e Herbst deve se posicionar pela rejeição, conforme confirmado pela assessoria do gabinete do conselheiro.

As principais justificativas do voto do relator são repasses menores que o exigido por lei para a educação, isenção tributária estimada em R$ 5,45 bilhões e R$ 309 milhões em despesas não autorizadas pelo Legislativo. O conselheiro aponta ainda a falta de colaboração da Secretaria da Fazenda em fornecer informações sobre isenções a empresas.

— Na série histórica o governo não cumpriu o mínimo constitucional (de recursos para educação) em nenhum ano — declarou Herbst na leitura do voto.

Tribunal de Contas é composto de sete conselheiros, sendo que o presidente Dado Cherem só vota em caso de empate.

Leia mais:

Relator do processo rejeita contas do governo Colombo

Citado na Lava-Jato, Julio Garcia deixa relatoria das contas do governo

Governo do Estado entrega prestação de contas de 2016 ao TCE

Delator confirma reunião com Gavazzoni e Júlio Garcia em SC

Gelson Merisio diz em vídeo que nunca recebeu doações da Odebrecht

Colombo teria R$ 17,1 milhões para a Odebrecht, dizem delatores

"Em nenhum momento pedimos ajuda de caixa 2", diz Colombo

Entenda o que pesa contra e o que dizem os catarinenses citados na lista

 
 

Siga Santa no Twitter

  • santacombr

    santacombr

    SantaCIA alertou Obama que Putin queria ajudar Trump https://t.co/VxYhYqKqq2 #LeiaNoSantahá 2 horas Retweet
  • santacombr

    santacombr

    SantaDois mortos e 11 desaparecidos em explosão em mina na Colômbia https://t.co/Y6ssVZhHqg #LeiaNoSantahá 2 horas Retweet
Jornal de Santa Catarina
Busca
clicRBS
Nova busca - outros