Produção industrial de SC tem primeiro trimestre positivo após quatro quedas - Política e Economia - Santa

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Economia09/05/2017 | 11h31Atualizada em 09/05/2017 | 17h03

Produção industrial de SC tem primeiro trimestre positivo após quatro quedas

Embora resultado seja negativo de fevereiro para março, acumulado tem alta de 5,2% nos primeiros meses de 2017

Produção industrial de SC tem primeiro trimestre positivo após quatro quedas Porthus Junior/Agencia RBS
Indústria catarinense acumula queda de 5,2% de janeiro a março. Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

O setor industrial catarinense mostrou avanço de 5,9% no índice de produção industrial de março em comparação ao mesmo período do ano passado, a quarta taxa positiva consecutiva neste tipo de confronto, e também o quarto melhor resultado em nível nacional. No Brasil, o avanço foi de 1,1% no período. De janeiro a março de 2017, o índice acumulado em SC foi de 5,2%, o primeiro dado no azul para o Estado após quatro trimestres no negativo. Os dados, da Pesquisa Industrial Mensal Regional, foram divulgados nesta terça-feira pelo IBGE. 

São números a celebrar, mesmo que de fevereiro para março tenha havido um tombo de 4% na produção de SC, o maior do país para esse tipo de comparação, na série livre de influência sazonal. Foi o mesmo cenário visto em outras regiões do país: além de SC, sete locais - de 14 pesquisados pelo IBGE - apresentaram queda do segundo para o terceiro mês de 2017. 

Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), Glauco José Côrte, a queda de 4% não tem uma razão específica, e reflete o cenário de incerteza política. O imporante, diz, é o resultado trimestral, que faz parte de um cenário de recuperação:

- Mostra o processo de recuperação que se encontra em curso. Não é um dado isolado: crescemos também em exportação, em geração de emprego. Tudo isso aponta para essa tendência, mas é claro que os próximos meses é que vão consolidar isso - avalia Côrte. 

No trimestre, nove das 12 atividades pesquisadas tiveram resultados positivos. Os principais destaques foram dos segmentos de metalurgia (17,1%), vestuário (12,3%) e produtos alimentícios (8,6%). Já os desempenhos ruins vieram dos produtos de metal (-7,7%), produtos de borracha e de material plástico (-4,5%) e de produtos de minerais não-metálicos (-4,2%). 

No Brasil, 8 de 14 locais registraram queda

Estudo do IBGE aponta redução no ritmo de produção industrial em 8 de 14 locais pesquisados entre fevereiro e março,já com ajustes sazonais. O destaque no país ficou com Santa Catarina (-4,0%), que interrompeu uma série de quatro meses consecutivos de taxas positivas. Em seguida aparecem Ceará (-3,1%), Paraná (-2,9%), Minas Gerais (-2,8%) e Pará (-2,7%). Todos apontaram recuos mais intensos em relação ao nível nacional (-1,8%). 

São Paulo (-1,7%), Rio Grande do Sul (-1,2%) e Espírito Santo (-0,7%) completam o conjunto de locais com redução na produção nesse mês, mas com índice acima da média do país. Já Pernambuco repetiu o patamar de fevereiro e ficou em 0,0%.

Por outro lado, Amazonas (5,7%) apontou o resultado positivo mais acentuado em março de 2017, eliminando o recuo de 2,5% registrado no mês anterior. As demais taxas positivas ocorreram na Bahia (2%), Rio de Janeiro (0,7%), Goiás (0,5%) e Região Nordeste (0,1%).

Tabela mostra os índices e as variações no ritmo da produção industrial no país Foto: Reprodução / IBGE

Acumulado no ano mostra crescimento em 12 dos 15 locais

No indicador acumulado para o período janeiro-março de 2017, frente a igual período do ano anterior, o acréscimo observado na produção nacional alcançou 12 dos 15 locais pesquisados. Goiás (6,6%) teve a maior alta, enquanto Santa Catarina (5,2%) ficou na segunda posição. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (4,8%), Paraná (4,6%), Pernambuco (4,2%), Espírito Santo (4,0%) e Minas Gerais (3,6%). Rio Grande do Sul (1,9%), Amazonas (1,3%), Pará (0,6%), Mato Grosso (0,4%) e São Paulo (0,1%) completaram o conjunto de locais com resultados positivos no fechamento do primeiro trimestre do ano. 

Nesses locais, o maior dinamismo foi influenciado por fatores relacionados à expansão na fabricação de bens de capital (em especial aqueles voltados para o setor agrícola e para construção); de bens intermediários (minérios de ferro, petróleo, celulose, siderurgia, autopeças e derivados da extração da soja); de bens de consumo duráveis (automóveis e eletrodomésticos da "linha branca" e da "linha marrom"); e de bens de consumo semi e não-duráveis (carnes de aves, bebidas, produtos têxteis e vestuário). 

Por outro lado, Bahia (-8,3%) apontou o recuo mais elevado no índice acumulado no ano, pressionado, principalmente, pelo comportamento negativo vindo dos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, e de metalurgia. Os demais resultados negativos foram assinalados por Região Nordeste (-2,5%) e Ceará (-2,2%).

Em 12 meses, indústria permanece com recuo em 14 dos 15 locais

A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, com o recuo de 3,8% em março de 2017 para o total da indústria nacional, permaneceu com a redução no ritmo de queda iniciada em junho de 2016 (-9,7%). Em termos regionais, 14 dos 15 locais pesquisados mostraram taxas negativas em março deste ano, mas 13 apontaram maior dinamismo frente aos índices de fevereiro.

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