Quais são os nomes cotados para substituir Temer na Presidência - Política e Economia - Santa

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De olho na cadeira24/05/2017 | 20h36Atualizada em 25/05/2017 | 07h02

Quais são os nomes cotados para substituir Temer na Presidência

Possíveis presidenciáveis aparecem em conversas entre parlamentares e líderes partidários, tanto da base do governo quanto da oposição

Guilherme Mazui / RBS Brasília e Fábio Schaffner / Brasília

guilherme.mazui@gruporbs.com.br;fabio.schaffner@zerohora.com.br

Pelo menos sete nomes aparecem com mais frequência nas conversas entre parlamentares e líderes políticos sobre candidatos à Presidência em caso de eleição indireta. Veja quem são:

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Senador em segundo mandato e três vezes governador do Ceará, é presidente interino do PSDB — assumiu após licença de Aécio Neves.

Prós: aos 68 anos, é considerado experiente e apaziguador. Sem pendências na Lava-Jato, governaria em harmonia com PMDB e DEM, retomando as reformas.

Contras: sofre rejeição na Câmara, onde está a maioria dos eleitores do colégio eleitoral. É vinculado a Aécio Neves, cujo pedido de prisão está para ser julgado no STF.

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Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Rodrigo Maia (DEM-RJ)
Presidente da Câmara, é deputado em quinto mandato e presidente do diretório fluminense do DEM.

Prós: é o candidato natural da Câmara, sobretudo entre o baixo clero e os pequenos partidos. Manteria a atual coalizão de forças no poder, credenciando-se inclusive para 2018.

Contras: aos 46 anos, é considerado muito jovem e sem estabilidade emocional suficiente para presidir o país em meio à crise política. Responde a inquérito da Lava-Jato no STF.

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

Nelson Jobim
Ex-ministro dos governos FHC, Lula e Dilma e ex-presidente do STF. É sócio e membro do conselho de administração do BTG Pactual.

Prós: com trânsito no Judiciário, nos partidos de esquerda e de direita, é considerado conciliador. É respeitado pelas Forças Armadas e não teria pretensões eleitorais para 2018.

Contras: é sócio de um banco investigado na Lava-Jato, cujo antigo presidente, André Esteves, chegou a ser preso. Também advogou para algumas das empresas investigadas.

Foto: José Cruz / Agência Brasil

Henrique Meirelles (PSD-SP)
O atual ministro da Fazenda foi presidente do Banco Central sob Lula. Filiado ao PSD, mantém há anos pretensões presidenciais.

Prós: com sucesso como executivo de banco, tem o apoio do mercado, do setor produtivo e de investidores estrangeiros. Sua vitória manteria as reformas e o controle de gastos.

Contra: sem carisma e trânsito no Congresso, tem dificuldade para buscar votos. Antes de assumir a Fazenda, trabalhava para os irmãos Batista, à frente do conselho da J&F.

Foto: Banco de Dados

Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP)
Presidente por dois mandatos (1995 a 2002) pelo PSDB, mantém trânsito entre os principais partidos e a cúpula empresarial.

Prós: visto por parlamentares como estadista, respeitado no Exterior e elogiado por empresários, tem envergadura política para conduzir a transição, sem a pretensão de reeleição.

Contras: sem disputar eleições desde 2002, precisa de cabos eleitorais no Congresso. Enfrentará resistência do PT. Foi citado na delação da Odebrecht. Tem 85 anos.

Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

Cármen Lúcia
Presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça, está na linha sucessória da Presidência da República.

Prós: considerada uma magistrada firme e discreta, é distante de Temer e próxima de Edson Fachin. Passa imagem de estar acima de suspeitas de envolvimento com corrupção.

Contras: sem trânsito entre partidos, desagrada deputados e senadores. Também sofre restrições no Judiciário. Não é filiada a partido político e há dúvida se poderia concorrer.

Foto: EVARISTO SA / AFP

Gilmar Mendes
Ministro do STF e presidente do TSE, tem relação histórica com o PSDB. Foi advogado-geral da União de Fernando Henrique.

Prós: circula com desenvoltura entre os partidos da atual base de Temer, que poderiam trabalhar por sua candidatura. Apesar de polêmico, é respeitado no meio jurídico.

Contras: é o principal conselheiro de Temer entre juristas. As relações políticas e decisões controversas criam resistência na opinião pública e na esquerda. Não está filiado a partido.

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