Com apoio de senadores, pedido de cassação de Aécio deve voltar ao Conselho de Ética - Política e Economia - Santa

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Senado26/06/2017 | 16h14Atualizada em 26/06/2017 | 16h14

Com apoio de senadores, pedido de cassação de Aécio deve voltar ao Conselho de Ética

Processo havia sido rejeitado na semana passada pelo presidente do colegiado, João Alberto Souza (PMDB-MA), que alegou "falta de provas"

Com apoio de senadores, pedido de cassação de Aécio deve voltar ao Conselho de Ética Valter Caampanato/Agência Brasil
Foto: Valter Caampanato / Agência Brasil
Matheus Schuch/RBS Brasília

matheus.schuch@gruporbs.com.br

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), um dos autores do pedido de cassação de Aécio Neves (PSDB-MG), informou nesta segunda-feira (26) que já tem o apoio necessário para recorrer do arquivamento de sua representação contra o tucano no Conselho de Ética. São exigidas cinco assinaturas para que o tema volte à pauta. Na semana passada, o presidente do conselho, João Alberto Souza (PMDB-MA), engavetou o caso por "falta de provas".

O primeiro parlamentar disposto a apoiar o recurso foi Lasier Martins (PSD-RS), que já assinou o documento. Para ele, a instauração do processo "é boa para todos".

— É boa para a transparência do Senado, para o compromisso que nós temos de avaliar nossos colegas e também dá oportunidade para o próprio Aécio provar a sua alegada inocência — sustentou o político gaúcho.

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Por telefone, Randolfe afirma ter recebido promessa de assinatura de outros quatro senadores: Pedro Chaves (PSC-MS), João Capiberibe (PSB-AP), José Pimentel (PT-CE) e Antonio Carlos Valadares (PSB-SE). Confirmado o apoio, o recurso será protocolado no Conselho de Ética do Senado nesta terça-feira (27), segundo Randolfe.

A representação contra Aécio afirma que houve quebra de decoro parlamentar no caso revelado pelas delações da JBS. O empresário Joesley Batista disse que o mineiro pediu R$ 2 milhões em propina à JBS para pagar despesas com sua defesa na Operação Lava-Jato. Desde o mês passado, o senador está afastado das atividades legislativas, por decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nos bastidores, o engavetamento do caso de Aécio é considerado um acordo entre PMDB e PSDB, que exigiria a blindagem do tucano para seguir no governo do presidente Michel Temer.

 
 

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