STF adia decisão sobre Aécio mas concede prisão domiciliar a irmã e primo do senador  - Política e Economia - Santa

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Operação Lava-Jato20/06/2017 | 16h40Atualizada em 20/06/2017 | 19h28

STF adia decisão sobre Aécio mas concede prisão domiciliar a irmã e primo do senador 

Ministros da Primeira Turma do Supremo analisam nesta terça-feira recursos apresentados pela defesa do senador afastado

STF adia decisão sobre Aécio mas concede prisão domiciliar a irmã e primo do senador  DANIEL TEOBALDO/Estadão Conteúdo
Foto: DANIEL TEOBALDO / Estadão Conteúdo
Matheus Schuch/RBS Brasília

matheus.schuch@gruporbs.com.br

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (20) conceder prisão domiciliar a três pessoas ligadas ao senador afastado Aécio Neves (PSDB). Por decisão dos ministros do Supremo, Andrea Neves (irmã de Aécio), Frederico Pacheco (primo) e o ex-assessor parlamentar Mendherson Souza Lima — apontado como operador de propina do tucano — deverão usar tornozeleira eletrônica.

Antes de ser preso de forma preventiva, Mendherson, que era contratado pelo gabinete do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), admitiu ter levado R$ 480 mil em espécie para a casa da sogra dele. O dinheiro seria parte de um pagamento irregular de R$ 2 milhões da JBS a Aécio.

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O julgamento desta terça-feira (20) foi o primeiro dos casos envolvendo Aécio. Ainda estavam previstos para apreciação pelos ministros o pedido de prisão de Aécio, feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR), e a solicitação de retomada das atividades parlamentares do tucano, encaminhada pela defesa dele.

No entanto, após a defesa do senador apresentar um pedido para que seus recursos fossem analisados diretamente pelo plenário do STF, e não pela Primeira Turma, o ministro Marco Aurélio Mello sugeriu que os pleitos que tratam especificamente de Aécio fossem julgados em outra oportunidade. Os demais membros do colegiado concordaram com a sugestão de Marco Aurélio, e a sessão foi encerrada por volta das 17h. Ainda não há data prevista para que o tema volte a ser analisado pelo Supremo.

A prisão e o afastamento de Aécio Neves foram pedidos, segundo a PGR, para evitar que o parlamentar tucano atrapalhe as investigações nas quais já foi acusado pelos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça.

Acompanhe a cobertura do repórter Matheus Schuch, em Brasília:



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