A carta na manga de Eduardo Pinho Moreira - Política e Economia - Santa

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Upiara Boschi20/07/2017 | 06h15Atualizada em 20/07/2017 | 06h16

A carta na manga de Eduardo Pinho Moreira

Cenário político e econômico desconfortáveis fazem vice Eduardo Moreira colocar em dúvida se assume governo em 2018

A carta na manga de Eduardo Pinho Moreira Jaqueline Noceti / Secom, Divulgação/Secom, Divulgação
Cenário político e econômico desconfortáveis fazem vice Eduardo Moreira colocar em dúvida se assume governo em 2018 Foto: Jaqueline Noceti / Secom, Divulgação / Secom, Divulgação

Diversos fatores fazem com que a atual posição do vice-governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB) no tabuleiro político catarinense não seja das mais confortáveis. Para começar,  ausência de Luiz Henrique da Silveira faz dele o fiador da aliança que governa o Estado desde a década passada e que dá claros sinais de esgotamento a cada dia a mais de convivência entre PMDB e o PSD do governador Raimundo Colombo (PSD).

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O peemedebista depende da saúde da aliança para projetar seu futuro político, algo que não tem preocupado os nomes que hoje ostentam com mais força a condição de pré-candidatos a governador nas hostes dos dois partidos: Gelson Merisio (PSD) e Mauro Mariani (PMDB). Nesse configuração, o papel de Pinho Moreira tenderia a ser secundário.

O maior problema é justamente o que antes era tratado como trunfo: assumir o governo ano que vem quando Colombo renunciar para concorrer ao Senado. Em outro tempo e contexto, era comum ouvir que a caneta nas mãos e os meses finais de mandato seriam os instrumentos que fariam de Pinho Moreira candidato natural do PMDB ao governo. Hoje, são fonte de dúvida e preocupação.

O peemedebista gostaria de assumir em janeiro porque a renúncia de Colombo em abril, como deseja o PSD, daria a ele pouco tempo de efetivo poder até a consolidação das chapas que disputarão a eleição estadual. Pior que isso, a titubeante retomada da economia deve fazer com que Moreira assuma apenas para pagar contas e salários. Vale lembrar que é justamente em 2018 que começam a ser pagas as amortizações do financiamento principal do Pacto por Santa Catarina e que a posse do peemedebista coincidiria também com o fim dos descontos negociados em 2015 com o governo federal sobre a dívida do Estado.

Esse cenário faz Moreira pensar duas vezes antes de assumir mais uma vez o governo catarinense. Em 2006, então vice de Luiz Henrique, também coube a ele concluir o mandato. No entanto, naquele momento havia a missão de ajudar a reeleger o governo do PMDB e consolidar sua liderança junto às bases. Reprisar este papel 12 anos depois em nome do adversário interno Mauro Mariani não é o melhor dos mundos.

É nesse contexto que ele tem ventilado o desejo de concorrer ao Senado. Uma operação complicada, inclusive institucionalmente, porque a renúncia conjunta de governador e vice levaria a uma potencialmente traumática eleição indireta para escolha de sucessor tampão. É com essa carta que Moreira pode estender seu desconforto às demais lideranças do PSD e do PMDB, especialmente Colombo. Essa definição deve vir em breve, após uma aguardada conversa franca e definitiva entre os parceiros da chapa eleita em 2014.

 
 

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