Carolina Bahia: economia como álibi - Política e Economia - Santa

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Política18/07/2017 | 02h16Atualizada em 18/07/2017 | 02h18

Carolina Bahia: economia como álibi

A equipe econômica, aliás, virou uma ilha dentro de um governo enrolado

Carolina Bahia: economia como álibi Antonio Cruz/Agência Brasil
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

Além de distribuir cargos e emendas para assegurar a fidelidade dos deputados aliados, o presidente Michel Temer pretende aproveitar o período do recesso parlamentar para reconquistar a confiança do setor privado. Na esteira da aprovação da reforma trabalhista, ele pretende retomar a proposta de mudança na Previdência. E, com o resgate da bandeira reformista, convencer os mercados de que uma alteração no comando neste momento poderia colocar tudo a perder. 

Também é por isso que a retomada do emprego é fundamental. Impopular e denunciado por corrupção, Temer pretende se manter no cargo sob o argumento de que a economia, aos pouquinhos, vai entrando nos eixos. A equipe econômica, aliás, virou uma ilha dentro de um governo enrolado. Além de fiador, o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) procura manter uma lógica de ação. O curioso é que esse time de Meirelles funciona tão bem que já se descolou do Planalto. Mesmo que Temer não resista às acusações, qualquer outro presidente que faça a travessia terá que manter a mesma equipe econômica. 

Trabalhista
A medida provisória com ajustes na reforma trabalhista será apresentada logo após o recesso. Na próxima quinta-feira, o ministro Ronaldo Nogueira (Trabalho) se reúne com as centrais sindicais para últimos ajustes. As centrais pressionam para algum tipo de volta do imposto sindical.

Oba-oba
Apesar do discurso oficial de normalidade, há técnicos da equipe econômica de cabelo em pé com o ritmo de liberação de emendas para deputados. Há temor de comprometimento do equilíbrio fiscal. 

Alto custo
O relatório da reforma política continua gerando polêmica. A mais nova crítica, inclusive entre petistas, é que o texto não combate o alto custo das campanhas eleitorais. A proposta que está sendo feita pelo deputado Vicente Cândido (PT-SP) estabelece um teto de R$ 2,2 milhões para os gastos de cada deputado. O que é visto por alguns petistas como um exagero.

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