Carolina Bahia: Jacaré, o amigo de Temer - Política e Economia - Santa

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Política04/07/2017 | 02h10Atualizada em 04/07/2017 | 10h26

Carolina Bahia: Jacaré, o amigo de Temer

Com Geddel, já são dois amigos presos – o ex-ministro Henrique Eduardo Alves continua no xilindró – sem falar os ministros investigados

Carolina Bahia: Jacaré, o amigo de Temer Valter Campanato/Agência Brasil
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

Mais um homem de confiança do presidente Michel Temer foi parar atrás das grades. Há meses na mira da Polícia Federal, a prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima era considerada questão de tempo. Ele estaria implicado em um esquema envolvendo a Caixa e a liberação de empréstimos a determinadas empresas. Para se ter uma ideia, o doleiro Lucio Funaro relatou aos investigadores que o ex-ministro teria recebido R$ 20 milhões em espécie, a título de propina. Quer dizer, perto de Geddel, Rodrigo Rocha Loures - o homem da mala - é aprendiz de feiticeiro.

Ex-ministro dos governos Lula e Temer, integrante da cúpula nacional do PMDB, homem de confiança do presidente da República, esse baiano conhece os subterrâneos de Brasília como ninguém. Não à toa, recebeu na PF o apelido de Jacaré – por causa do tamanho da mordida. Pois é esse peemedebista que agora preocupa o governo. Depois das vitórias da semana passada, graças ao STF, Temer começa essa semana com um revés. Com Geddel, já são dois amigos presos – o ex-ministro Henrique Eduardo Alves continua no xilindró – sem falar os ministros investigados. Uma gangorra política que expõe a fragilidade deste governo, em que o presidente foi denunciado por corrupção passiva e os principais conselheiros estão enrolados. O medo do fato novo, ou que algum velho amigo delate o que sabe, é uma constante. A esperança é que a Justiça continue benevolente, como foi com Rocha Loures.

Alma lavada
Ex-ministro da Cultura Marcelo Calero teve a coragem de colocar a boca no trombone e denunciar que sofria pressão do então ministro Geddel Vieira Lima para liberar uma obra de seu interesse em Salvador, via Iphan. Ele derrubou Geddel. À época, ministros do PMDB consideraram o episódio "uma bobagem".

Com pressão
O Sindicato dos Trabalhadores no Poder Judiciário Federal de SC se disse surpreso com a nota "Com Pressão" publicada na edição de sexta-feira, na qual o senador Paulo Bauer (PSDB) afirma que só tem recebido apoio para aprovação da reforma trabalhista. O sindicato lembra que já foram organizadas duas greves e dois grandes atos contra as reformas e questiona "quem o senador está ouvindo e representando?". 

Anota aí
Na primeira reunião do ministro Torquato Jardim (Justiça) com os secretários da pasta, o diretor da PF, Leandro Daiello, abriu o jogo: disse que se não houver liberação de mais recursos, a Polícia Federal corre o risco de parar em agosto por falta de orçamento. O ministro anotou.

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