Carolina Bahia: o cochilo do fiador Henrique Meirelles - Política e Economia - Santa

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Política22/07/2017 | 02h15Atualizada em 22/07/2017 | 02h15

Carolina Bahia: o cochilo do fiador Henrique Meirelles

A soneca não se limitou aos segundos em que se entregou aos braços de Morfeu, enquanto o presidente Michel Temer desfiava um discurso maçante, na cúpula do Mercosul

Carolina Bahia: o cochilo do fiador Henrique Meirelles Reprodução/TV NBR
Foto: Reprodução / TV NBR

Fiador do cambaleante governo Temer, o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) cochilou. A soneca não se limitou aos segundos em que se entregou aos braços de Morfeu, enquanto o presidente Michel Temer desfiava um discurso maçante, na cúpula do Mercosul. Aquele cansaço, flagrado pelas câmeras, é compreensível. O ministro vem de uma tensa negociação, envolvendo o anúncio do aumento da carga tributária e um corte ainda maior nos gastos da União. O pior cochilo diz respeito à condução da política econômica, nos rumos do orçamento. 

Especialistas concordam que uma mudança na meta fiscal teria um efeito ainda mais devastador, remetendo aos tempos de descontrole do governo Dilma Rousseff. Tecnicamente, pode ter sido uma boa saída. Para a vida real não é. Além de pagar mais pelos combustíveis, a população será submetida a serviços públicos ainda piores. Boa parte do rombo é atribuída ao déficit da Previdência, mas isso já estava precificado. 

O que estava fora do script dos técnicos é a distribuição das emendas parlamentares para comprar fidelidades, além das promessas a prefeitos para fortalecer as bases políticas de Temer e a incompetência na negociação de projetos que representavam aumento na arrecadação. Sem falar que a máquina, sim, poderia ser mais enxuta. Basta visitar os gabinetes dos ministérios para concluir que há gordura. O ministro Dyogo Oliveira (Planejamento) nega que o governo vá parar por falta de recursos, mas assume que bloqueio torna "difícil a atuação do Estado". Meirelles dormiu no ponto. 

Será em agosto
Investigadores da Lava-Jato acreditam que a segunda denúncia contra o presidente Temer será apresentada na segunda quinzena de agosto. Neste caso, a acusação do procurador 

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