Carolina Bahia: próximos 15 dias serão de tensão para Temer - Política e Economia - Santa

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Política15/07/2017 | 02h15Atualizada em 15/07/2017 | 02h15

Carolina Bahia: próximos 15 dias serão de tensão para Temer

Carolina Bahia: próximos 15 dias serão de tensão para Temer Antonio Cruz/Agência Brasil
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

O governo Temer não teve condições de encerrar a primeira metade do ano com a prova de força política que tanto queria. Os ministros mudaram o discurso, dizendo que o problema é da oposição, mas a verdade é que tentaram até o último momento garantir, ainda antes do recesso, a votação da denúncia em plenário. Isso não foi possível porque os deputados saíram de férias e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não se esforçou para acelerar o cronograma. 

O resultado é que os próximos 15 dias serão de alta tensão para Michel Temer. O doleiro Lúcio Funaro e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha travam uma batalha para ver  quem oferece aos investigadores da Lava-Jato a delação mais robusta. Nos dois casos, o foco é a cúpula do PMDB.

No dia 30 de junho, a coluna revelou que Maia havia avisado senadores do PSDB que a votação da denúncia só ocorreria em plenário depois do recesso. Um cronograma que se confirmou. Questionado, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), afirmou que Maia tem sido de uma lealdade absoluta. Na prática, está jogando parado. Não conspira abertamente – como fez Temer com a então presidente Dilma – mas não se empenha. Se o peemedebista for afastado, ele se apresentará com o apoio de deputados e de setores da economia.

No atual cenário, no entanto, Temer tem votos suficientes para derrubar a denúncia. Pelos cálculos do deputado Beto Mansur (PRB-SP), há 262 votos a favor do presidente, 80 deputados estão no muro e 170 querem a continuidade do processo. Esse período de recesso servirá para que emissários do Planalto trabalhem para engordar o número de apoiadores, em especial no PSDB.

É, portanto, um governo que pouco governa porque está empenhado em salvar a própria pele.  Depois da reforma trabalhista, será difícil emplacar outras ações. Até o escasso orçamento está à mercê da salvação, com a liberação de emendas para garantir deputados fieis.  Enquanto isso, faltam recursos para universidades, o plano nacional de segurança jamais saiu do papel e as concessões estão prestes a virar lenda. O efeito JBS não vai passar tão cedo.

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"O que mobilizou as trocas foi orientação do partido. Como havia deputados que não tinham facilidade de assimilar a orientação partidária, foram substituídos" —, disse o ministro Eliseu Padilha. Nomes respeitados na Câmara, como José Fogaça e Esperidião Amin, foram afastados da CCJ.

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