Carolina Bahia: saída com o centrão - Política e Economia - Santa

Versão mobile

Política07/07/2017 | 02h10Atualizada em 07/07/2017 | 02h10

Carolina Bahia: saída com o centrão

Temer vê a sobrevivência atrelada ao antigo grupo liderado por Cunha, que do cárcere pode sepultar o governo que ajudou a criar

Carolina Bahia: saída com o centrão EVARISTO SA/AFP
Foto: EVARISTO SA / AFP

Michel Temer rumou à Alemanha. Levou a crise na mala e deixou uma base parlamentar com sinais de fadiga. Em um mundo paralelo, o presidente saudou em vídeo a "semana de boas novas para os brasileiros". Pois a semana registrou a prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, um revés na escolha do relator da denúncia contra o peemedebista na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) e o avanço das delações de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Lúcio Funaro. Ainda teve o PSDB ensaiando sair do muro. 

Assim, Temer vê a sobrevivência atrelada ao antigo grupo liderado por Cunha, que do cárcere pode sepultar o governo que ajudou a criar. A estratégia é reforçar as conversas com o centrão, movido a cargos e emendas. Logo, ratear entre PP, PR, PSD, PTB, PRB, PSC, Solidariedade e nanicos os espaços abertos na máquina pública. Nesta linha, também será atendida a bancada do próprio PMDB, junto do DEM e da ala tucana que seguirá no governo.

O Planalto quer encontrar de 200 a 220 deputados dispostos a morrer com Temer, que necessita de 172 votos ou ausências para engavetar a acusação por corrupção passiva. No garimpo de aliados, o núcleo político do Palácio já fica satisfeito se parte das bancadas permanecer fiel, o que vale para PSDB. Na reunião de Temer com ministros, os quatro tucanos não cogitaram entregar as pastas. Ou seja, ficará de bom tamanho se 20 dos 46 deputados da legenda votarem com Temer. Caso o centrão endosse apoio majoritário, a boia do presidente estará garantida. O risco é ela furar com a inevitável aparição de fatos novos. 

Relatório
Na reunião com ministros, na noite de quarta-feira, Temer reforçou o pedido para que o governo não pare. Cresceu a aposta de que, na CCJ da Câmara, Sergio Zveiter (PMDB-RJ) não entrará no mérito da denúncia contra o presidente, tratando apenas da admissibilidade do caso. Já a delação de Cunha foi assunto proibido. 

Troca
Nome forte da tropa de choque do Palácio do Planalto, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) virou titular da CCJ da Câmara. Ele entra no lugar de José Fogaça (PMDB-RS), considerado uma incógnita na análise da denúncia contra Michel Temer. Fogaça fica de suplente na comissão, votando apenas na ausência de titulares.

Leia outras colunas de Carolina Bahia

Carolina Bahia: Temer e a destruição

Carolina Bahia: Temer e o teste de fidelidade

Carolina Bahia: vitória da Lava-jato

 
 

Siga Santa no Twitter

  • santacombr

    santacombr

    SantaFOTOS: maior nevasca de SC completa 60 anos nesta quinta-feira https://t.co/hURza4WIlY #LeiaNoSantahá 6 minutosRetweet
  • santacombr

    santacombr

    SantaAniversário de Balneário Camboriú começa com homenagem na areia da Praia Central https://t.co/RYGSKR8Dd2 #LeiaNoSantahá 16 minutosRetweet
Jornal de Santa Catarina
Busca
clicRBS
Nova busca - outros