O primeiro revés da semana - Política e Economia - Santa

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RBS Brasília11/07/2017 | 03h00Atualizada em 11/07/2017 | 03h00

O primeiro revés da semana

Desafio da hora de Michel Temer é conter a debandada da coalizão parlamentar

Guilherme Mazui / RBS Brasília
Guilherme Mazui / RBS Brasília

guilherme.mazui@gruporbs.com.br

Michel Temer ficou sem espaço para discursos otimistas. O desafio da hora é conter a debandada da coalizão parlamentar, no embalo do revés, ainda contornável, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ). O parecer favorável à denúncia por corrupção passiva, proferido por deputado do partido do presidente da República, tem maior impacto no ânimo de uma base cansada, já que, independente de aprovação ou rejeição do relatório no colegiado, a palavra final será do plenário da Câmara. Ao indicar que a acusação feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tem indícios "sólidos" e "sérios" de que Temer aceitou ou recebeu o dinheiro da mala da JBS, o relator Sergio Zveiter (PMDB-RJ) acelerou o processo de derretimento do colega de legenda e reforçou o coro pró-Rodrigo Maia (DEM-RJ), de quem é amigo. Agora, o Palácio tentará, para virar o efeito psicológico, derrubar o parecer e emplacar outro contra a acusação. O Planalto jura ter de 39 a 41 votos dos 66 titulares da CCJ, mas precisou trocar 20 integrantes. Será que consegue derrubar na quinta ou sexta-feira o relatório de Zveiter? E Temer dispõe dos 172 votos para engavetar a denúncia no plenário? O governo não foi capaz de emplacar relator de sua confiança em tema tão delicado. O mesmo ocorreu com Dilma Rousseff na comissão especial do impeachment. E todos sabem o final da história.

AGENDA

Na busca de agenda positiva, o Planalto projeta vitória na votação de hoje da reforma trabalhista, podendo sancioná-la até o final da semana. Outra vitória esperada é a aprovação, entre amanhã e quinta-feira, da indicação de Raquel Dodge para o comando da PGR.

CLIMÃO

Esquentou o clima entre Sergio Zveiter e Darcísio Perondi (PMDB-RS). Após o parecer contra Temer, o gaúcho ironizou ao chamá-lo de ¿ótimo promotor¿. Zveiter deu um cutucão em Perondi e disse que não lhe daria um soco porque não valia a pena: ¿Eu sou homem, não sou frouxo¿.

PÓS

A ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-governador Olívio Dutra estão entre os professores do curso de pós-graduação A Esquerda no Século 21. Idealizado pelo deputado Pedro Uczai (PT-SC), o curso terá Dilma e Olívio na disciplina "Partidos político e a esquerda brasileira".

Colaborou Silvana Pires

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