Semana de fazer cálculos - Política e Economia - Santa

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RBS Brasília24/07/2017 | 03h00Atualizada em 24/07/2017 | 03h00

Semana de fazer cálculos

Um dos desafios de Michel Temer é conseguir a presença de 342 deputados para começar a votar a denúncia

Silvana Pires / RBS Brasília
Silvana Pires / RBS Brasília

silvana.pires@gruporbs.com.br

O Planalto entra na semana decisiva para garantir os 172 votos necessários para barrar a denúncia por corrupção passiva contra Michel Temer, marcada para ser votada em 2 de agosto. Apesar do número ser confortável diante dos 513 parlamentares que fazem parte da Câmara, o Palácio adicionou um ingrediente azedo nesse cálculo: o aumento de impostos. Para o eleitor, o efeito do reajuste de R$ 0,41 por litro de gasolina é imediato no bolso. Reclamam trabalhadores e empresários. Para fechar as contas e provar que está conseguindo cumprir a meta fiscal com um déficit de R$ 139 bilhões em 2017, Temer precisou arriscar e aprovar o aumento. A questão agora é o quanto os parlamentares estão sendo cobrados em seus Estados. Ministros da área política apostam que não haverá prejuízos. Mas para quem tinha como argumento a retomada da economia, o desconforto é grande. Outro desafio é conseguir a presença de 342 deputados para começar a votar a denúncia — exigência do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O Planalto já trabalha com a hipótese de aceitar que o deputado não vote, apenas dê presença. Fica a pergunta: quem quer estar nas manchetes dos jornais como aquele que compareceu, mas não quis se posicionar?

TÁ NA MESA

Emissários de Sartori se reúnem hoje em Brasília com o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) e representantes do BNDES e do Tesouro Nacional para tratar do regime de recuperação fiscal. Com a entrada do BNDES, que já sinalizou que vai comprar uma estatal carioca, o RS quer saber quais empresas gaúchas são de interesse do banco e qual o modelo de venda a ser fechado. Badesul e BRDE, como já adiantou a coluna, surgem como possibilidades.

LIBERDADE JURÍDICA

O procurador-geral gaúcho, Euzébio Ruschel, participa da reunião em Brasília e tem entre suas preocupações a exigência que o Estado abra mão das ações contra a União. Hoje o RS tem três ações que tratam sobre a dívida, questionando pontos que considera abusivos.

DILMA NO PIRATINI?

Com Tarso Genro afirmando que não pretende concorrer novamente ao governo do Estado em 2018, há petistas gaúchos trabalhando para tentar convencer Dilma Rousseff a aceitar a missão. Um grupo, fiel à ex-presidente, acredita que Dilma pode ser um nome palatável, além de ter o perfil do executivo.  









 
 

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