Carolina Bahia: a coerência de Cármen Lúcia - Política e Economia - Santa

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Política19/08/2017 | 02h10Atualizada em 19/08/2017 | 02h10

Carolina Bahia: a coerência de Cármen Lúcia

Carolina Bahia: a coerência de Cármen Lúcia Antonio Cruz/Agência Brasil
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

Para manter a coerência, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, não poderia mesmo ignorar o escândalo dos fura-teto. Ao determinar que todos os tribunais do país passem a informar ao Conselho Nacional de Justiça os salários pagos aos juízes de forma detalhada, a ministra coloca em prática o que prega em discursos: a transparência. A promessa é que esses valores estarão à disposição para consulta e controle dos órgãos competentes.

Mesmo que os tribunais argumentem que muitas dessas boladas são garantidas por lei, os valores merecem ser questionados. Enquanto Estados contam os trocados para pagar o funcionalismo e a União faz malabarismos para fechar o orçamento, não é decente o pagamento de R$ 503,9 mil a um juiz, como foi o caso identificado em Mato Grosso. A própria lei do teto, que tramita na Câmara, limita esses pagamentos referentes a atrasados. Aprovada em janeiro no Senado, a proposta está engavetada até agora na Câmara. 

Mas, diante da necessidade da equipe econômica de fechar a meta fiscal e implementar cortes na máquina, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), instalou uma comissão especial para cuidar do assunto. Eliminar os penduricalhos e estabelecer de uma vez por todas que nenhum servidor pode ganhar acima dos R$ 33,7 mil, que é o vencimento de um ministro do STF, são as obrigações da Câmara. Mas confesso que duvido da eficiência dos nossos parlamentares quando o assunto é acabar com privilégios.

Enquanto isso, associações de magistrados foram ao Supremo cobrar o reajuste dos salários dos juízes, insistindo no assunto. Cármen Lúcia já se manifestou contra esse aumento, que teria efeito cascata. Seria uma medida descolada da crise financeira. Mais uma vez, ela foi coerente.

Reação
Líder do PMDB na Câmara, o deputado Baleia Rossi (SP) era um dos mais revoltados com o vídeo do PSDB sobre o "presidencialismo de cooptação" . Na manhã de quinta-feira, antes da divulgação do programa em rede nacional, ele teve acesso ao conteúdo e procurou ministros peemedebistas para comentar. A preocupação era com a reação do eleitor à acusação dos tucanos, de que existem negociatas entre governo e Congresso. 

Lava-Jato 
Preso na Lava-Jato, Cândido Vacarezza já não estava mais no PT desde o ano passado, mas foi um poderoso líder do governo Lula. Já na administração Dilma ele não durou mais de um ano no posto. A presidente não gostava do estilo agressivo do deputado e ele a chamava, nos bastidores, de "tia-louca".

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