Carolina Bahia: equivocado e incompleto - Política e Economia - Santa

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Política21/08/2017 | 11h18Atualizada em 21/08/2017 | 11h18

Carolina Bahia: equivocado e incompleto

Carolina Bahia: equivocado e incompleto Nelson Jr/Asics/TSE
Foto: Nelson Jr/Asics / TSE

Além de equivocado, o debate sobre o financiamento de campanha está incompleto. Um esquecimento proposital. Depois da repercussão negativa, os deputados estão dispostos a baixar a proposta de financiamento público de R$ 3,6 bilhões para R$ 2 bilhões. Outra corrente tenta trazer de volta o financiamento privado. É a surrada tática do bode na sala. 

Mas ficam de lado questões fundamentais: aumentará o rigor na fiscalização desses recursos? Há previsão da aplicação de um duro protocolo na prestação de contas? A Justiça Eleitoral aumentará o seu poder de controle? Estamos falando de verba pública que irá para as mãos de partidos. Siglas, hoje, comandadas por protagonistas da Lava-Jato. 

Os presidentes do PMDB e do PP são Romero Jucá e Cyro Nogueira e a presidente do PT é Gleisi Hoffmann. No PSDB, o interino é Tasso Jereissatti, mas Aécio Neves não está totalmente afastado. A reforma que será retomada nesta semana tem o objetivo de resolver o problema de quem quer garantir os mandatos. O promotor eleitoral Rodrigo Zílio, que coordena o gabinete eleitoral do Ministério Público do Rio Grande do Sul, lembra, por exemplo, que quem já teve contas rejeitadas vai poder concorrer:

- Sem falar que é zero a garantia de que não haverá caixa 2 – reforça.

Quer dizer, tudo indica que a bandalheira continuará, mas com ainda mais recursos públicos envolvidos.

Voto contra
A bancada catarinense do PMDB resolveu fechar questão contra o fundo público no valor de R$ 3,6 bihões. O deputado Mauro Mariani reconhece que não cabe essa discussão dentro do momento de crise financeira do país.

O avulso
Marina Silva passou o fim de semana reunida com os deputados da Rede para decidir o que fazer sobre a reforma política. Uma das bandeiras da ex-ministra é a garantia da candidatura avulsa.

- Queremos acabar com o monopólio dos partidos - discursa o líder da Rede na Câmara, deputado João Derly.

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