Carolina Bahia: o que é aberração - Política e Economia - Santa

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Política31/08/2017 | 02h10Atualizada em 31/08/2017 | 02h10

Carolina Bahia: o que é aberração

Não será surpresa se o ministro Edson Fachin rejeitar o pedido de afastamento de Rodrigo Janot, do caso envolvendo Michel Temer

Carolina Bahia: o que é aberração Carlos Moura/STF
Foto: Carlos Moura / STF

Não surpreende a decisão do ministro Edson Fachin de rejeitar o pedido de afastamento do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, do caso envolvendo Michel Temer. Afinal, o argumento da defesa parece piada. Inspirado na estratégia adotada por Lula no Mensalão e na Lava-Jato, o advogado Antônio Claudio Mariz de Oliveira argumentou que Janot tem uma "questão pessoal" contra o presidente da República. Quer dizer, que o peemedebista estaria sendo perseguido pelo Ministério Público. Não é preciso ser especialista em combate à corrupção para chegar à conclusão que Janot está apenas cumprindo a sua função. Seria suspeito, sim, se o procurador-geral engavetasse os processos, como ocorria no governo de FHC. Estranha pode ser classificada a visita, fora da agenda, da nova procuradora-geral à residência oficial de Temer. Aberração foi aquela sessão da Câmara que engavetou a denúncia contra o presidente. A PGR tem mais é que trabalhar. T, Fachin devolveu a Janot a delação do doleiro Lúcio Funaro para ajustes. Com isso, a homologação poderá atrasar. 

Um ano
No aniversário de um ano de impeachment de Dilma Rousseff, o país continua mergulhado em escândalos de corrupção. A grande diferença é que o atual presidente da República consegue manter o apoio dentro do Congresso e a sustentação dos mercados. Além disso, as panelas foram aposentadas.

Frase
"É como se você tivesse dentro de um pátio de uma penitenciária de segurança máxima", frase do deputado Major Olimpio (SD-SP) à coluna sobre o clima no plenário às vésperas da segunda denúncia contra Temer e diante da delação de Lúcio Funaro.

Balcão
A segunda denúncia contra Temer ainda não foi apresentada, mas deputados aliados ao governo já voltaram ao balcão de negócios. Quem ainda não recebeu os cargos prometidos na votação da primeira denúncia está cobrando a fatura. A ameaça é de votar contra o presidente. Para o Planalto, é pressão de quem quer valorizar o passe.

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