"Essa reforma política é uma vergonha", diz ex-senador - Política e Economia - Santa

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Moacir Pereira19/08/2017 | 04h15Atualizada em 19/08/2017 | 04h15

"Essa reforma política é uma vergonha", diz ex-senador

Confira entrevista com Jaison Barreto

"Essa reforma política é uma vergonha", diz ex-senador Léo Cardoso/Agencia RBS
Foto: Léo Cardoso / Agencia RBS

Confira entrevista com o ex-senador Jaison Barreto:              

A crise brasileira tem solução?

A história não dá saltos. Há que ter preparo e bom senso para entender as crises que o Brasil já atravessou, está travessando e vai enfrentar, enquanto não se formular um país menos injusto, com mais consciência. Estamos pagando pelos nossos erros. Eu não participo desse pessimismo, safado, malandro, desleal, desonesto e antipatriótico. O Brasil tem a possibilidade de ser uma expressão mundial, não só pelas riquezas. Somos um povo mesclado que poderia dar exemplos melhores para o mundo. Isso se não ficar aí se matando nesta guerra civil permanente, nesta falta de respeito pela vida democrática. Mas também por esse autoritarismo viciado, burro e ultrapassado, de caráter ideológico, que perdeu a noção do tempo.  

Qual a razão desse seu otimismo?

Acho que o Brasil é melhor do que dizem e sou otimista, sim. Temos que reconhecer os erros com lealdade e dignidade. Não aceito este pessimismo exagerado de uma geração que não aprendeu a respeitar este país. Ter uma visão religiosa das coisas, não basta. Entrar em desespero nestes momentos de crise, o país sangra, sofre e sua, mas se recompõe. Minha visão é mais de médico do que de político. Esse negativismo de uma classe política muito ruim repassou para o povo. Temos que nos vacinar com escola de tempo integral, menos populismo, menos malandragem e fim da politicagem.  Precisamos de renovação verdadeira.

 E a reforma política?

Uma vergonha! Esse pessoal quer legislar a reforma com malandragem. Não podemos esperar milagres, mas é preciso consciência crítica. Impossível permitir uma legislação que promove o "status quo". É um desserviço.  Assim, a reforma chega a ser criminosa. Esperava-se que o avanço fosse mais rápido com as redes sociais. Consome-se muita informação fazendo uma digestão errada. Temos que qualificar a comunicação e a política.  É preciso pensar mais e melhor. Salvador da Pátria não serve para o Brasil. Não bastam slogans e promessas.  Outros países passaram por guerras e dificuldades maior. Aqui, nos perdemos na barbárie do crime sem razão, na violência estúpida. Precisamos de renovação, de novas lideranças políticas que não excluam a experiência de gente respeitada. Criamos uma democracia inviável. O governo gasta mais do que pode. Criaram uma fantasia democrática que não existe no  resto do mundo.

E Santa Catarina?

Alianças feitas em cima de nomes, cargos e processos, como as últimas aqui no Estado, até bem intencionadas, representam um desserviço. Nos tiraram autoridade para reivindicar nosso papel em Brasília, com uma propaganda falsa e mentirosa. Nos tiraram a infraestrutura que o Estado já devia ter há muito tempo, como a duplicação de nossas estradas. Ter que pedir verba de gratidão para governante é triste. Falta estrutura, os serviços médicos são uma vergonha, não há definição de prioridade no uso do dinheiro público. 

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