Merisio usou convenção do PP para mostrar força de seu projeto para 2018. Apostou e levou - Política e Economia - Santa

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Upiara Boschi23/08/2017 | 07h00Atualizada em 23/08/2017 | 07h00

Merisio usou convenção do PP para mostrar força de seu projeto para 2018. Apostou e levou

Torpedeado nos bastidores, pré-candidato do PSD ao governo estadual soma os pepistas à sua provável coligação e consolida o discurso de fazer uma sucessão despeemedebizada do governo de Raimundo Colombo

Merisio usou convenção do PP para mostrar força de seu projeto para 2018. Apostou e levou Guto Kuerten/Divulgação
A foto que resumiu a convenção do PP: Merisio tem o apoio de Silvio Dreveck e o OK de Amin para a aliança em 2018 Foto: Guto Kuerten / Divulgação

Torpedeado nos bastidores por adversários, correligionários cautelosos e pelos muy amigos de sempre, o deputado estadual Gelson Merisio precisava dar uma demonstração da força de seu projeto de ser o candidato do PSD ao governo do Estado em 2018. A eleição do aliado Silvio Dreveck para o comando do PP estadual a partir do ano que vem e a aprovação prévia da aliança entre as siglas para 2018, na segunda-feira, criaram o fato político que o pessedista necessitava.

Desde que foi citado em delação como beneficiário de doação em caixa dois da Odebrecht, em abril, Merisio havia submergido. Voltara a agir nos bastidores, mas a convenção do PP foi a oportunidade que se apresentou para que ele mostrasse uma de suas principais características no jogo político: a capacidade de apostar a bancar a aposta.

Teve um rival à altura. O deputado federal e ex-governador Esperidião Amin estava disposto a permanecer no comando estadual do PP e lutou por isso até o fim. Principal líder pepista, ele defendia que o partido priorizasse o PSD, mas mantivesse alternativas abertas de composição com o PSDB e, embora negasse, a própria candidatura ao governo.

Às vésperas da convenção, Amin foi para cima. Disse que Merisio não poderia mandar no PP e duvidou da consistência de seu projeto para 2018 - alegando que nomes como o deputado estadual Milton Hobus e o deputado federal João Rodrigues preferiam ser vices de um candidato do PMDB a endossar o colega. As respostas de Hobus e Rodrigues em apoio a Merisio foram tão rápidas que levaram às brincadeiras de que o ex-governador ajudara a unir os pessedistas.

Com a carta de apoio do PP nas mãos, somada à adesão voluntária do PSB de Paulo Bornhausen, Merisio ganha fôlego para continuar a construir sua candidatura ao governo. Tem uma aliança e um discurso — despeemedebizar a gestão do governador Raimundo Colombo (PSD). Como pré-candidato e presidente estadual do partido, acredita que terá o poder de bancar suas apostas.

Claro que a reação peemedebista foi rápida. Ontem, o vice-governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB) disse que prioridade é trazer o PSDB para a chapa do pré-candidato Mauro Mariani (PMDB) e que não teme a aliança PSD/PP. Mesmo assim, ressaltou que ainda espera a posição de Colombo sobre o assunto, por ser ele a principal liderança pessedista. Curiosamente foi essa mesma ressalva feita por Amin a Merisio ao final da convenção pepista. Eternos rivais, Pinho Moreira e Amin parecem concordar que Merisio ainda precisa que Colombo avalize as apostas que compra.


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