Carolina Bahia: a volta do efeito JBS - Política e Economia - Santa

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Política01/09/2017 | 02h10Atualizada em 01/09/2017 | 02h10

Carolina Bahia: a volta do efeito JBS

O fato é que aquela conversa entre Temer e Joesley continua sendo reveladora. Só não vê quem não tem interesse

Carolina Bahia: a volta do efeito JBS AFP PHOTO/BRAZIL PHOTO PRESS
Foto: AFP PHOTO / BRAZIL PHOTO PRESS

Começam a vazar informações sobre a delação do doleiro Lucio Funaro, que voltou ao Supremo Tribunal Federal, mas ainda não foi homologada. Entre as informações sobre pagamento de propina para políticos do PMDB, o ex-consultor de Eduardo Cunha conta que recebeu dinheiro da JBS para ficar quieto. 

Uma declaração que faz sentido quando lembramos da famosa conversa gravada entre o empresário Joesley Batista e o presidente Michel Temer, em um encontro clandestino no Palácio do Jaburu. Para o MPF o áudio era um indício de que Temer teria dado aval para a compra do silêncio de Cunha, evitando uma delação. 

A denúncia que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, prepara contra o presidente é por obstrução de Justiça. Todas as peças se encaixam. Para que Temer seja investigado, no entanto é preciso que a Câmara autorize. Como boa parte dos deputados quer ver essa história da JBS bem enterrada e outra parte negocia com o governo, é bem possível que o desfecho dessa história ainda demore. 

O fato é que aquela conversa entre Temer e Joesley continua sendo reveladora. Só não vê quem não tem interesse.

Avisado
Envolvido nas negociações sobre o plano de recuperação fiscal do Estado com a União, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) foi avisado com antecedência que o governo gaúcho chegou ao fundo do poço, pagando apenas R$ 350 de parcela aos servidores do executivo. Fechar o acordo com o Ministério da Fazenda é o único plano do Piratini para amenizar a crise. 

Desconto
O presidente em exercício da Câmara, André Fufuca (PP-MA), quer votar a reforma política na próxima semana sem falta. Tanto que já avisou os deputados: quem faltar vai ter as sessões descontadas no salário. A brincadeira pode custar até R$ 7 mil para aqueles que resolverem enforcar a semana por causa do feriadão de 7 de setembro.  Tem sessão agendada para a próxima segunda. 

 Arrogância
Parlamentares não gostaram da forma que o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) conduziu as sessões do Congresso nesta semana. Para alguns, a inabilidade de Eunício ajudou na derrota do governo na votação da nova meta fiscal. O deputado Henrique Fontana (PT-RS) usou a tribuna para criticar Eunício: - Eu conheci um presidente da Câmara, que sentava de forma arrogante naquela cadeira ali, que debochava e que hoje está preso em Curitiba, desmoralizado. 

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