Carolina Bahia: constrangimento para Janot - Política e Economia - Santa

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Política05/09/2017 | 02h10Atualizada em 05/09/2017 | 02h10

Carolina Bahia: constrangimento para Janot

Áudio de quatro horas pode colocar em risco a credibilidade da maior operação de combate à corrupção já vista no país

Carolina Bahia: constrangimento para Janot ANDRÉ DUSEK/AGENCIA ESTADO
Foto: ANDRÉ DUSEK / AGENCIA ESTADO

Quatro horas de um áudio que pode comprometer a Procuradoria-Geral da República e atinge o Supremo Tribunal Federal colocam em risco a credibilidade da maior operação de combate à corrupção já vista no país. É por isso que, às vésperas de deixar a PGR, Rodrigo Janot anuncia abertura de investigação e a provável anulação do controverso acordo de delação premiada com Joesley Batista. Ao alegar transparência, ele tenta blindar o instituto da delação premiada, instrumento sem o qual a Lava-Jato não existiria. É um constrangimento para o procurador-geral. Tudo indica que houve, sim, erros neste acordo. Agora, ele quer corrigi-los antes de deixar Brasília.

Desde o começo do caso JBS, Janot e equipe foram criticados pelo vantajoso trato oferecido aos irmãos Batista. E sempre houve desconfiança com relação ao acordo pilotado por um ex-procurador, que saiu de dentro do bunker da PGR para servir a um escritório de advocacia. Marcelo Miller fez a transição sem quarentena. Deu no que deu.

Quem comemora é a defesa do presidente Michel Temer, que vai pedir a anulação de todas as provas apresentadas. O presidente estava acordado, na China, quando recebeu a notícia. Comemorou, mas pediu serenidade. Ainda é cedo para saber exatamente a dimensão deste novo escândalo. Janot fez questão de afirmar que as provas continuam valendo, uma briga que será definida na Justiça. Politicamente, no entanto, é ponto para Temer. Se a tão temida segunda denúncia aparecer, chegará debaixo de dúvidas. A PGR tem pressa, chamou os envolvidos para prestarem depoimentos ainda nesta semana, mas tem pouco tempo pela frente. Aliados de Temer ganharam munição. O presidente foi salvo pelo gongo, pelas provas repassadas à PGR pelo seu maior algoz, pela turma do Friboi.

Encrencado
Nos bastidores, procuradores comentavam que o ex-colega Marcelo Miller está bastante encrencado. Nos áudios apresentados, há conversas envolvendo ministros do Supremo, mas, na avaliação deles, não são provas tão explosivas. 

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