Carolina Bahia: do deboche às malas de dinheiro - Política e Economia - Santa

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Política06/09/2017 | 02h10Atualizada em 06/09/2017 | 02h10

Carolina Bahia: do deboche às malas de dinheiro

Não há dúvida de que a revisão da delação enfraquece politicamente Janot, mas nada justifica a comemoração dos envolvidos na Lava-Jato

Carolina Bahia: do deboche às malas de dinheiro Divulgação Polícia Federal/Divulgação Polícia Federal
Foto: Divulgação Polícia Federal / Divulgação Polícia Federal

O clima de alívio no Palácio do Planalto foi para os ares diante das chocantes imagens de malas e caixas de dinheiro encontradas em um imóvel ligado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima. Essa cena bizarra ficará marcada como um símbolo da maior crise política e ética da história do país. Homem de confiança do presidente Michel Temer, Geddel integrava o núcleo duro do governo. Ao lado de Eliseu PadilhaMoreira Franco e Romero Jucá, completava a poderosa cúpula peemedebista que assumiu o Planalto logo depois do impeachment. Hoje, em prisão domiciliar, Geddel sabe os segredos do PMDB. Agora, precisa explicar de onde saiu tanto dinheiro, uma apreensão que surpreendeu até mesmo os experientes agentes da Polícia Federal.

No mesmo dia, o país conhecia os detalhes da sórdida conversa entre os delatores Joesley Batista e Ricardo Saud. Debochados, faziam planos de se safar de todos os crimes, citando ministros do Supremo Tribunal Federal e uma relação pouco republicana com um ex-procurador da República. Joesley planejava sair como herói e ainda salvar a própria empresa. Traído pela própria arrogância, não conseguirá nenhum dos objetivos. Não há dúvida de que a revisão da delação enfraquece politicamente o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Mas nada justifica a comemoração dos envolvidos na Lava-Jato. Agora, sim, é que esse operação precisa chegar às últimas consequências.

Denunciados
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou denúncia contra 12 políticos do PP na investigação do chamado "Quadrilhão". O líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PB), e o senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira Filho (PI), responderão por organização criminosa, assim como o catarinense João Pizzolatti.

É constrangimento
A maneira como Raimundo Colombo é citado pelo delator Saud na conversa com Joesley Batista representa mais desgaste para o governador. 

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