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Política07/09/2017 | 02h10Atualizada em 07/09/2017 | 02h10

Carolina Bahia: Palocci ataca Lula

Ex-ministro petista relatou que o ex-presidente avalizou pacto de sangue com a Odebrecht para pagamento de propina

Carolina Bahia: Palocci ataca Lula Reprodução/JFPR
Foto: Reprodução / JFPR

O depoimento de Antonio Palocci é uma avalanche para o PT. O que ele conta sobre as relações da Odebrecht com os governos petistas agrava a situação do ex-presidente Lula – já condenado em primeira instância – e coloca também a ex-presidente Dilma no centro do furacão.

É difícil até para o militante mais apaixonado negar a importância de Antonio Palocci para o partido e a ligação dele com Lula e Dilma. Ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil, ponte entre o partido da estrela e os empresários, ele fala com conhecimento de causa. A caminho de uma delação premiada, ele relatou que o ex-presidente avalizou pacto de sangue com a Odebrecht para pagamento de propina entre o final do governo Lula e primeiros meses da gestão Dilma, que Lula virou as costas para os desmandos da Petrobras e que os dois trabalharam para atrapalhar a Lava-Jato.

Além disso, confirma que o instituto Lula recebeu R$ 4 milhões da Odebrecht. Não é pouca coisa o que o juiz Sérgio Moro tem nas mãos. Material suficiente para sepultar as intenções eleitorais de Lula em 2018. E para completar o inferno astral petista, Dilma e Lula foram denunciados pela PGR por obstrução de Justiça.

A origem da grana
A apreensão surpreendente de R$ 51 milhões resulta em um novo rumo nas investigações envolvendo o ex-ministro Geddel Vieira Lima. A Polícia Federal tem certeza de que a quantia transcende o esquema investigado na Cui Bono, operação sobre fraude na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal entre 2011 e 2013. O grande desafio dos investigadores, agora, é descobrir que outros esquemas ajudaram a lotar malas e caixas de dinheiro.

Sob encomenda
O principal assunto no avião presidencial foi o caso JBS. Na volta da viagem à China, o presidente Michel Temer e deputados concordavam que, se houver segunda denúncia, ela chegará esvaziada. Integrantes da comitiva, tanto o deputado Darcísio Perondi (PMDB) quanto o deputado Mauro Pereira (PMDB) desembarcaram direto para a Câmara, onde fizeram discursos contra Janot.

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