Em reunião na Alesc, discussão sobre crise na saúde em SC não avança - Política e Economia - Santa

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Crise na Saúde13/09/2017 | 20h00Atualizada em 13/09/2017 | 20h00

Em reunião na Alesc, discussão sobre crise na saúde em SC não avança

Secretário-adjunto Murilo Capella esteve na reunião e prestou esclarecimentos sobre situação da saúde em Santa Catarina

Em reunião na Alesc, discussão sobre crise na saúde em SC não avança Tiago Ghizoni/Diário Catarinense
Foto: Tiago Ghizoni / Diário Catarinense

Mais uma vez a crise na saúde entrou em debate em Santa Catarina, mas pouco se avançou no tema. A secretaria de Saúde foi convocada para participar de uma reunião da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa na manhã desta quata-feira. O secretário, Vicente Caropreso, não compareceu pois tinha agenda em Caçador. O secretário-adjunto Murilo Capella participou da reunião com os deputados estaduais e prestou esclarecimentos sobre a situação da saúde no Estado. 

O presidente da Comissão, deputado Neodi Saretta (PT), reforçou que a crise na saúde, com falta de medicamentos e suspensão de cirurgias, é preocupante. Ele diz que a Comissão irá cobrar o cumprimento do repasse de 13% da receita do Estado para a saúde, que hoje acontece nos empenhos, mas não se sabe se chega a ser pago. 

— Só o orçamento atual da secretaria não vai conseguir fazer frente às demandas e precisa ser viabilizado recurso para além disso — defende. 

Capella reforçou que a situação das cirurgias eletivas do Hospital Infantil Joana de Gusmão foi normalizada e que nesta segunda-feira já foram realizados 16 procedimentos. E criticou o modelo de saúde do país, principalmente do SUS, com tabelas sem atualização há 13 anos. Reforça que deveriam ser retomadas as parcerias público-privadas em hospitais, como acontecia até 2007, e focar em centros regionais de saúde em SC:

— Como está o modelo de gestão vamos à falência 

Capella cita a arrecadação maior em agosto e expectativa de subir ainda mais no último quatrimestre no Estado como uma das alternativas para saldar a dívida, que já se acumula em R$ 508 milhões em SC. Acrescenta ainda que falta o repasse do Ministério da Saúde de R$ 314 milhões,  referentes a  2014 até 2016. 

— No momento que esse aporte entrar para a secretaria de Saúde vai minorar muito os nossos problemas atuais. Vamos poder pagar em dia fornecedores e fazer os repasses adequados. 

Na próxima quarta-feira haverá uma audiência pública na Alesc para discutir  as dívidas da saúde com a presença dos secretários municipais. Segundo o deputado Saretta, o secretário de Saúde, Vicente Caropreso, disse que irá comparecer. 

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