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Operação Cui Bono08/09/2017 | 07h12Atualizada em 08/09/2017 | 14h27

Geddel Vieira Lima é preso após PF descobrir bunker com R$ 51 milhões

Prisão do ex-ministro cumpre decisão da 10ª Vara Federal de Brasília, que atendeu pedido do Ministério Público Federal

Geddel Vieira Lima é preso após PF descobrir bunker com R$ 51 milhões ROMILDO DE JESUS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Foto: ROMILDO DE JESUS / FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
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O ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) foi preso preventivamente pela Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira (8), em Salvador, na Bahia. A detenção ocorre após a descoberta, na última terça-feira (5), de malas e caixas com R$ 51 milhões em dinheiro vivo que estavam em imóvel ligado ao peemedebista na capital baiana.

Em mais uma fase da Operação Cui Bono, policiais federais cumpriram dois mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão — todos em Salvador. Agentes chegaram ao apartamento de Geddel, onde ele cumpria prisão domiciliar, por volta das 5h40min. Por volta das 7h, quando ele deixou o prédio em uma viatura, pessoas que passavam pela rua gritaram em apoio à PF:

— Vai para a Papuda!

Geddel foi levado ao aeroporto Luiz Eduardo Magalhães e encaminhado a Brasília, onde deve ser novamente interrogado. A previsão é de que o ex-ministro de Temer chegue à capital federal por volta das 15h.

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A nova prisão do ex-ministro cumpre decisão expedida pelo juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara, em Brasília, que atendeu pedido do Ministério Público Federal (MPF). A ordem judicial está em sigilo, mas Geddel foi fotogrado pela imprensa sendo removido pela PF. Ainda não se sabe o nome do outro alvo de prisão.

Conforme a PF, o objetivo da operação é recolher provas da prática de crimes como corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa . Na petição enviada à Justiça, o MPF diz que as medidas são necessárias para evitar "a destruição de elementos de provas imprescindíveis à elucidação dos fatos".

A Operação Cui Bono apura suspeitas de irregularidades de pagamento de propina na liberação de financiamento de R$ 4,3 bilhões da Caixa Econômica Federal para empresas, entre elas as da holding J&F, a qual pertence a JBS. Geddel foi vice-presidente de Pessoa Jurídica do banco estatal e foi preso preventivamente, em julho, durante cumprimento da Cui Bono.

Relembre o caso

R$ 51 milhões amontoados em malas e caixas em um apartamento em Salvador Foto: Divulgação Polícia Federal / Divulgação Polícia Federal

Na terça-feira, durante a Operação Tesouro Perdido, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão em "bunker" ligado a Geddel, em Salvador. Foram apreendidos R$ 51 milhões em dinheiro vivo. A corporação afirma que buscava documentos no apartamento e diz que não sabia que o dinheiro estava guardado no imóvel. De acordo com o jornal O Globo, a PF encontrou digitais de Geddel no dinheiro.

Os investigadores chegaram ao apartamento por meio de informações coletadas na Operação Cui Bono. Em 3 de julho, o ex-ministro havia sido preso preventivamente por suspeita de tentar obstruir investigação que apura irregularidades na liberação de recursos da Caixa Econômica Federal. Antes de ser ministro de Temer, Geddel foi vice-presidente de Pessoa Jurídica do banco estatal.

Segundo a investigação, o peemedebista teria tentado evitar que o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o corretor Lúcio Funaro firmassem acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal.

Nove dias após a detenção, no entanto, a Justiça converteu a medida contra Geddel em prisão domiciliar. O ex-ministro deixou o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, em 13 de julho.

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