Joesley e Saud deixam a PF em São Paulo com destino a Brasília - Política e Economia - Santa

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Operação Bocca11/09/2017 | 15h03Atualizada em 11/09/2017 | 15h03

Joesley e Saud deixam a PF em São Paulo com destino a Brasília

Executivos da JBS deixaram o local por uma saída reservada e não estavam algemados

Joesley e Saud deixam a PF em São Paulo com destino a Brasília MARCELO GONCALVES/SIGMAPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Foto: MARCELO GONCALVES / SIGMAPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Agência Brasil
Agência Brasil

Depois de passar a noite na carceragem da Polícia Federal (PF) em São Paulo, o empresário Joesley Batista e o executivo da JBS Ricardo Saud deixaram o local às 10h35min desta segunda-feira (11) rumo a Brasília. Eles deixaram o local por uma saída reservada e não estavam algemados — Joesley ainda foi flagrado com um terço nas mãos. Os executivos foram levados em dois veículos, acompanhados por forte escolta, para o Aeroporto de Congonhas.

As prisões temporárias ocorrem em cumprimento à ordem judicial expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, que acolheu o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Joesley e Saud se entragaram no domingo (10).

Eram 14h05min deste domingo quando Joesley e Saud cruzaram os portões da PF para se entregar. Tão logo os agentes abriram a cela na qual ele permanecerá detido pelo menos até esta segunda-feira (11), o empresário chorou.  

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O nome da operação, Bocca, refere-se a "Bocca della Verità", cuja característica é seu papel como detector de mentiras. "Desde a Idade Média, acredita-se que se alguém contar uma mentira com a mão na boca da escultura, ela se fecharia 'mordendo' a mão do mentiroso", diz nota da PF.

As prisões foram motivadas pela constatação de Janot de que houve omissão de informações por parte dos delatores, ao receber um áudio de quatro horas de uma conversa dos executivos da J&F Joesley Batista e Ricardo Saud, que mencionavam o ex-procurador da República Marcelo Miller.

Também foi feito o pedido de prisão temporária de Miller, mas Fachin avaliou que não há indício suficiente para esse procedimento.

 Outro lado

Os advogados de Marcello Miller afirmaram que o ex-procurador recebeu com tranquilidade o pedido de buscas no seu apartamento e colaborou, apresentando tudo o que foi solicitado. Ele "ressalta que continua à disposição, como sempre esteve e sempre estará, para prestar qualquer esclarecimento necessário e auxiliar a investigação no restabelecimento da verdade", afirmam os defensores André Perecmanis e Paulo Klein.


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