Prisões na UFSC geram polêmica - Política e Economia - Santa

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Moacir Pereira16/09/2017 | 02h10Atualizada em 16/09/2017 | 02h10

Prisões na UFSC geram polêmica

Advogados e juristas que avaliaram as causas dizem que a Policia Federal poderia ter convocado o reitor e os demais envolvidos, dando-lhes direito de defesa, sem o espalhafato das prisões

Prisões na UFSC geram polêmica Cristiano Estrela/Diário Catarinense
Foto: Cristiano Estrela / Diário Catarinense

A prisão do reitor Luiz Carlos Cancelier de Olivo, de professores e servidores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na deflagração da Operação Ouvidos Moucos, pela Policia Federal, provocou uma grande polêmica nos meios acadêmicos, jurídicos e políticos da Capital.

A principal restrição partiu do Conselho Estadual da OAB, que manifestou em nota oficial apreensão pela frequência com que estão sendo suprimidas liberdades individuais, a partir de indícios de irregularidades, sem provas definitivas de práticas de crimes. Dirigentes da Ordem fizeram críticas às prisões. Na CBN-Diário, o advogado Alexandre Salum Pinto da Luz, vice-presidente da Comissão de Direito Penal, fez reparos à pirotecnia e uso dispendioso  de mais 100 policiais federais. Já a advogada Carolina Rasmussen, presidente da Comissão de Prerrogativas,  condenou as prisões por considerá-las um exagero, considerando que contra o reitor repousariam acusações  de tentativa de obstrução das investigações.

Advogados e juristas que avaliaram as causas das prisões dizem que a Policia Federal poderia ter convocado o reitor e os demais envolvidos, dando-lhes direito de defesa, sem o espalhafato das prisões.

A Polícia Federal refuta as alegações informando que a delegada Érika Marena, que presidiu o inquérito, que "foram cogitadas outras medidas que não as prisões, só requeridas depois da constatação de que o reitor fazia manobras para criar obstáculos às investigações."

A imagem da universidade ficou maculada. Veículos de comunicação e até redes nacionais de TV de São Paulo e Rio chegaram a noticiar que o reitor da UFSC tinha sido preso por desvio de 80 milhões de reais. Além de totalmente inverídica, a escandalosa manchete fica como mácula irremovível para a biografia dos envolvidos.

A Prisão
Os sete presos pela Policia Federal na Operação Ouvidos Moucos passaram a primeira noite na Penitenciária Estadual da Agronômica, em Florianópolis. Todos tiveram que usar uniforme laranja.  O diretor Rodrigo Teixeira reservou três celas especiais por se tratar de titulares de curso superior. O professor Luiz Carlos Cancellier teve taquicardia e foi atendido pelo cardiologista Jamil Schneider.  O reitor implantou dois stents recentemente e recebe medicação contínua.

Desagravo
Um grupo de professores do Centro de Ciências Jurídicas da UFSC e advogados militantes decidiu solicitar à OAB de Santa Catarina um ato de solidariedade ao reitor da UFSC, professor Luiz Carlos Cancellier e contra sua prisão pela Policia Federal.  Lideram o grupo os professores Marcelo Peregrino Ferreira, Ubaldo Baltazar e Orides Mezarola. Outros atos estão sendo programados por entidades acadêmicas da UFSC.

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