"Saúde de SC é a melhor do país", diz secretário adjunto do Estado - Política e Economia - Santa

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Crise na Saúde16/09/2017 | 15h02Atualizada em 18/09/2017 | 08h09

"Saúde de SC é a melhor do país", diz secretário adjunto do Estado

Murillo Capella argumenta que SC é exemplo ao se olhar o cenário como um todo, como os baixos índices de mortalidade infantil, e não apontar alguns "focos como vem sendo feito"

"Saúde de SC é a melhor do país", diz secretário adjunto do Estado Tiago Ghizoni/Diário Catarinense
Foto: Tiago Ghizoni / Diário Catarinense
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Em entrevista ao Diário Catarinense neste sábado, o secretário adjunto de Estado da Saúde para assuntos finalísticos, Murillo Capella, comentou a crise na pasta e as perspectivas de melhora. Ao citar os baixos índices de mortalidade infantil do Estado, Capella disse que SC é exemplo na saúde ao se olhar o cenário como um todo e não alguns “focos como vem sendo feito”.

A secretaria da Saúde havia prometido em junho um estudo com medidas para amenizar o rombo da dívida. Onde está esse estudo e o que está sendo feito efetivamente para resolver o problema?
Desde que o doutor Vicente (Caropreso, secretário de Estado da Saúde)  assumiu, em 17 de janeiro, ele tem procurado reunir as seis superintendências, aquelas que administram cada área da secretaria, e nessas reuniões são levantados os principais temas da saúde no Estado e buscado soluções. Então semanalmente se busca solucionar. 

A secretaria estava fazendo uma série de auditorias nos contratos. Já existe algum resultado dessas auditorias?
Dessas auditorias, em diálogo com fornecedores, obtivemos um total de 20% de desconto nos contratos.

Em reais isso representa quanto?
Aí já não sei, sei só o percentual.

Na quarta-feira o governador publicou em suas redes sociais um vídeo falando novamente na aplicação de R$ 400 milhões na saúde até o fim do ano. De onde vai vir esse dinheiro?
Segundo ele próprio, vem do programa de refinanciamento (Refis), de alguns saldos do Porto São Francisco e de contratos do plano do SC Saúde. Além do que já foi passado para o Cepon por meio de doações da agroindústria e de particulares.

Qual a posição da pasta sobre essas doações, diante de um contexto nacional em que vemos relações escusas entre empresas e governo? Isso não pode gerar problemas?
Acho que não porque aqui (em SC) há seriedade, existe honestidade e seriedade em tudo o que se faz. 

Mas a Lava-Jato também respingou em SC, não?
Olha, tudo isso (as doações) é feito através da (secretaria de Estado da) Fazenda, não da Saúde. Não posso responder. O que eu posso responder é que qualquer negociação bem feita será benéfica para nós.

Houve aumento de arrecadação, mas parece que a pasta da saúde é a mais afetada.
Houve aumento só agora, em agosto. Um aumento de 9,4% O que eu gostaria de colocar é que a empresa Macroplan, que faz estudos a cada dez anos sobre a gestão estadual, realizou um estudo e publicou o último resultado na revista Exame. Ela analisou nove indicadores: saúde, educação, segurança, infraestrutura, condições de vida etc. E a saúde de Santa Catarina é a melhor do país. Porque eles fazem análise de uma ‘macro situação’, e não de focos como vem sendo feito. E por que é a melhor do país? Porque  o principal indicador é a mortalidade infantil, e a expectativa de vida. Nossa taxa de mortalidade infantil é de 9,2 por mil, ou seja, de cada mil crianças que nascem, 9,2 morrem no primeiro ano de vida. Esse número é comparável a números de países como Finlândia, Noruega, Suécia, Japão. E a taxa de mortalidade infantil é um indicador de como um todo, um país ou um Estado, vai bem.

Mas o senhor concorda que temos um problema?
Problema temos, (existe problema) tem em todas as áreas, até aqui (na NSC). 

E porque chegamos a este ponto na saúde do Estado?
Tem vários motivos. Primeiro é a crise nacional, que repercute no país como um todo. Segundo, isso levou a uma queda na arrecadação. Terceiro, enfrentamos o problema da judicialização, que já nos levou R$ 220 milhões. Não digo que a judicialização não seja necessária, mas até o Conselho Nacional de Justiça está tomando medidas, no país, para tentar minimizar esses valores. Além disso, tem as novas tecnologias, a exigência de novos equipamentos. Vai aumentando a dívida. Agora não é rombo, rombo lembra roubo. É uma dívida. Essa dívida vai ter que ser equacionada.

Quando vamos ver um alívio dessa situação, quando as pessoas que dependem de hospital público, de saúde pública, verão uma melhora?
Mas não deixamos de atender. No ano passado foram realizados 585 mil procedimentos.

Mas entrevistamos pessoas que não conseguiram fazer procedimentos….
Sim, mas não dá para fazer para todos. 

Quando vai melhorar?
Quando o governador conseguir fazer aquilo que ele disse na entrevista que ele deu. No ano que vem teremos uma melhora, com certeza.

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