Carolina Bahia: "operação abafa" frustra Lava-Jato - Política e Economia - Santa

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Política18/11/2017 | 02h30Atualizada em 18/11/2017 | 02h30

Carolina Bahia: "operação abafa" frustra Lava-Jato

Carolina Bahia: "operação abafa" frustra Lava-Jato Ricardo Stuckert/Fotos Públicas
Foto: Ricardo Stuckert / Fotos Públicas

A operação abafa, articulada para frustrar os efeitos da Lava-Jato, começa a ganhar corpo. Primeiro foi o salvamento de Aécio Neves (PSDB-MG) no Senado, patrocinado por uma decisão constrangida do Supremo Tribunal Federal. Agora, chegou a vez da Assembleia Legislativa do Rio, que decidiu revogar a prisão dos deputados peemedebistas Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi. Acusados de envolvimento em um grande esquema de corrupção, investigados pelo braço regional da Lava-Jato, eles contaram com a ajuda dos próprios colegas para tentar driblar a Justiça. Quer dizer, depois de tantos escândalos o país termina o ano refém de uma classe política corrupta e corporativista.

Um movimento que chama a atenção de quem vem apurando as irregularidades. Quando os integrantes da Lava-Jato chegaram ao atual estágio das investigações, alcançando os grandes nomes da política, havia esse temor. No retrospecto do ano, houve ações no Congresso para tentar esvaziar as delações, críticas e ataques contra o então procurador-geral da República Rodrigo Janot, e muitos conchavos nos bastidores. Diante dessa forte reação dos investigados, os procuradores tentam mobilizar a sociedade pelas redes sociais:

– O que aconteceu no Rio de Janeiro, aconteceu em todo o Brasil. Corrupção destrói vidas. É preciso reagir – escreveu o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima.

A reação, no entanto, é limitada. Em Brasília, os batedores de panelas desapareceram das ruas. No Rio, houve manifestações em frente à Assembleia, mas os deputados não se intimidaram. Assim como ocorreu com os senadores que defenderam Aécio, impera a impressão de que todos estão no mesmo barco e querem se salvar. Resta ao eleitor tentar corrigir essas distorções prestando atenção nas próximas eleições.

Imoral
Um menino de oito anos desmaiou de fome em uma escola do Distrito Federal. Ele mora a 30 quilômetros do local, em um condomínio do Minha Casa, Minha Vida, sem escola por perto. Essa é de longe a notícia mais revoltante da semana, um resumo do descaso com a educação, da falta de planejamento e de prioridades. 

Desconfianças
O novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, enfrenta desconfiança da ala mais dura do Supremo Tribunal Federal. Para quebrar esse clima, Segovia se comprometeu com a ministra Cármen Lúcia de direcionar agentes para investigações que estão no STF e saiu do encontro falando em parceria. Quem circula pelos corredores do Supremo conta que, no entanto, ele foi recebido de braços abertos pelo ministro Alexandre de Moraes, ex-titular do Ministério da Justiça. 

Julgamento
A segunda turma do Supremo Tribunal Federal retoma na terça-feira o julgamento do inquérito envolvendo sete parlamentares do PP, entre eles, o ex-deputado João Alberto Pizzolatti (SC).  Investigados na Lava-Jato, eles são acusados de crime de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, quando o placar estava dois votos favoráveis a denúncia e um contrário.

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