Disparidade salarial entre homens e mulheres é maior em SC do que no resto do país - Política e Economia - Santa

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Desigual29/11/2017 | 15h16Atualizada em 29/11/2017 | 15h16

Disparidade salarial entre homens e mulheres é maior em SC do que no resto do país

Homens recebem, em média, 36,7% a mais que as mulheres no Estado

Disparidade salarial entre homens e mulheres é maior em SC do que no resto do país Betina Humeres/DC
Homens recebem, em média, 36,7% a mais que as mulheres no Estado Foto: Betina Humeres / DC

Santa Catarina não ocupa uma boa posição no Brasil quando o assunto é a diferença salarial entre homens e mulheres. No Estado, trabalhadores do sexo masculino recebem, em média, 36,7% a mais que mulheres. Enquanto o rendimento médio real dos homens catarinense é de R$ 2.556, as mulheres recebem R$ 1.869. Nacionalmente, essa diferença é menor, de 29,6%, conforme dados divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE, pro meio da PNAD Contínua.

Segundo o economista e cientista político Eduardo Guerini, essa diferença mostra que Santa Catarina "não é essa Suíça que os governantes tentam vender". Ele critica o fato de as propagandas do governo tentarem vender o Estado como uma "ilha de prosperidade" enquanto a realidade mostra um aumento da desigualdade e da informalidade.

— Essa combinação de recessão e crise econômica prolongada atacou principalmente a classe média, que é composta por uma maioria de mulheres escolarizadas. E elas estão ganhando cada vez menos — diz Guerini.

Brancos com nível superior ganham mais

Outro dado captado pela PNAD Contínua é de que trabalhadores negros e pardos continuam a ganhar menos que os brancos. Nesse caso, a diferença em Santa Catarina é menor que no resto do país, mas não deixa de ser considerável. Ao mesmo tempo em que uma pessoa de cor branca ganha, em média, R$ 2.352 no Estado, esse valor cai para R$ 1.669 no caso dos pardos e R$ 2.064 no caso dos negros. 

Um diploma de ensino superior é a garantia de melhores salários. Esse velho ensinamento popular se mostra bastante verdadeiro no Estado, segundo o IBGE. Um trabalhador com nível universitário ganha mais que o dobro daquele que tem apenas o ensino médio. As informações do IBGE mostram que a diferença é de 107%, com salários médios de R$ 4.163 e R$ 2.011, respectivamente.

Maior índice de pessoas com rendimentos

Santa Catarina e Rio Grande do Sul se destacaram em um quesito na PNAD Contínua: o percentual de pessoas com algum rendimento, ou seja, que recebem dinheiro mensalmente de alguma maneira. O índice nos dois estados mais ao sul do Brasil ficou em 67,1% no fim do ano de 2016, enquanto a média nacional foi de 60,5%.

Segundo o economista Guerini, embora aparentemente positivo, esse número esconde outro, o do aumento constante da informalidade do mercado de trabalho. Ele lembra que os trabalhadores com carteira assinada representam menos da metade da força total de trabalho.

— Temos uma desigualdade que está encalacrada em nossa sociedade. E infelizmente o que estamos vendo recentemente é um aumento da pobreza e da informalidade. 

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