Em Santa Catarina, enquanto PP e PT namoram, PSD e PMDB se divorciam - Política e Economia - Santa

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Moacir Pereira16/11/2017 | 01h30Atualizada em 16/11/2017 | 01h30

Em Santa Catarina, enquanto PP e PT namoram, PSD e PMDB se divorciam

Gelson Merisio, presidente estadual do PSD, declarou em texto: "Nosso adversário é o PMDB"

Em Santa Catarina, enquanto PP e PT namoram, PSD e PMDB se divorciam Charles Guerra / Agência RBS/Agência RBS
Foto: Charles Guerra / Agência RBS / Agência RBS

 Merísio: "Nosso adversário é o PMDB"

Três fatos políticos marcam o cenário catarinense durante esta curta semana, todos eles registrados na Assembleia Legislativa:

1) Os projetos do governo que tratavam da renegociação da dívida e da fixação de um teto para as despesas públicas de todos os poderes nos próximos dois anos foram aprovados com votações tranquilas. O da dívida até por unanimidade, e o do teto com 27 votos a favor e 7 contrários. A base governista, que sinalizou rebeldia, recebeu garantias de mais atenção do Executivo, mais verbas para as prefeituras, e votou fechada.

2) O presidente do diretório estadual do PT, deputado Décio Lima, confirmou o interesse do partido em avançar negociações com o Partido Progressista. Além das conversas já mantidas com o deputado Esperidião Amin, presidente estadual do PP,  quer tirar o PT do isolamento, e anuncia novos encontros para tratar das eleições de 2018 em Santa Catarina. PT e PP têm convergido ultimamente em Brasília nas votações contra o governo Temer e contra o PMDB. Já estiveram unidos em eleições municipais em Santa Catarina, incluindo Joinville e Florianópolis.

3) O PSD, ao contrário do plano nacional, definiu seu projeto, tem pré-candidato ao governo, movimenta-se nos bastidores com grande desenvoltura e fixou uma posição. O presidente do diretório estadual, deputado Gelson Merisio, declarou textualmente: "Iniciamos o processo eleitoral e o nosso adversário será o PMDB. O tratamento agora será o de adversário eleitoral. Não no sistema de governo e na Assembleia, mas no ambiente político de adversário. Vamos discutir posturas, posicionamento, modelo de gestão. Nossa base não quer aliança com o PMDB e não continuaremos coligação com o PMDB. O PMDB será nosso adversário em 2018."

A um ano das eleições, enquanto PP e PT estão namorando, o PSD e o PMDB se divorciam.


SC vai bombar
Economista José Roberto Mendonça de Barros publicou artigo no Estadão tratando da recuperação da economia brasileira e com sinalizações fortes sobre as melhores perspectivas para 2018. Concluiu citando o Estado: "Em outros Estados é possível perceber um belo ajuste durante a crise que está trazendo oportunidades de crescimento. O exemplo mais acabado, para mim, é o de Santa Catarina, que tem a menor taxa de desemprego do País, de 7,5%. Lá, o ajuste da indústria na direção da internacionalização e da competitividade (a WEG é o melhor exemplo), bem como a melhora da educação e a atração de novas empresas de base tecnológica, complementa o quadro. Não tenho dúvida de que Santa Catarina vai bombar e aproveitar ao máximo a recuperação da economia brasileira".

A dívida
O governo do Estado tem hoje uma dívida de R$ 110 milhões com os hospitais filantrópicos e comunitários. O fim do ano de aproxima e a maioria não tem caixa para o pagamento do 13º salário e de fornecedores. Apelo para liquidação do débito foi feito pelos presidentes das entidades, Altamiro Bittencourt, Tércio Kasten e Hilário Dalmann, durante audiência com o secretário da Casa Civil. Nelson Serpa anunciou o envio de projeto a Assembleia para repasse dos recursos do Fundo Estadual de Apoio, diretamente aos hospitais.

França-Brasil
O presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, reuniu-se em Paris com o embaixador Paulo Campos e empresários franceses e brasileiros para tratar de novos voos da Air France e da KLM, de baixo custo, para capitais brasileiras. Quer atrair mais turistas europeus. Argumentou que hoje atuam aqui 850 empresas francesas e muitas no setor turístico, citando o caso do grupo Accord, do setor hoteleiro, o que mais investe no Brasil. 

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