Investigação da Operação Tapete Negro está perto do fim, diz promotor - Política e Economia - Santa

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Política07/11/2017 | 21h03Atualizada em 07/11/2017 | 21h03

Investigação da Operação Tapete Negro está perto do fim, diz promotor

Última denúncia contra Kleinübing foi rejeitada pelo STF, mas apuração contra outros investigados segue

As decisões que excluíram o deputado federal João Paulo Kleinübing (PSD) das investigações da Operação Tapete Negro são válidas somente para ele e não acabam com o procedimento. Nas seis denúncias apresentadas havia outros investigados e, para dar continuidade às ações, elas foram remetidas novamente à Justiça em Blumenau e a maior parte tramita em segredo.

Autor da investigação em 2006, o promotor Gustavo Mereles Ruiz Diaz diz que o procedimento está próximo de ser concluído. Desde a deflagração da operação em dezembro de 2012 ele seguiu com as apurações, apresentou as denúncias e continua coletando dados sobre as irregularidades apontadas no início do processo. Segundo ele, a última fase está perto do fim, faltando apenas o recebimento de documentos que foram solicitados ao Tribunal de Contas do Estado. Só nesta etapa foram ouvidas cerca de 20 pessoas, a maioria funcionários da prefeitura que tinham como responsabilidade fiscalizar os contratos com a Companhia Urbanizadora de Blumenau (URB).

Promotor não vê como derrota

Sobre a deflagração da Tapete Negro, que Kleinübing classificou como um “equívoco”, Mereles afirma que a determinação partiu da procuradoria em Florianópolis, que entendeu que os mandados de busca e apreensão cumpridos eram necessários para o andamento da investigação. Quanto à rejeição das denúncias, o promotor declarou que não vê como uma derrota, já que há uma série de outras pessoas investigadas e a operação já teve influência inclusive sobre condutas adotadas pela administração municipal, que foram modificadas:

– Muita coisa também evoluiu. O STF não disse que não houve crime, o que ele disse foi que não há prova da participação do (então) prefeito. Essa decisão segue a linha do que já ocorria desde a época do Décio Lima, e eles entendem que não é porque o prefeito assinou que ele tem responsabilidade, enfim. Acho que se avançou muito com as investigações, muitas coisas mudaram, e o que a gente faz aqui é apurar a irregularidade e apontar os responsáveis, mas quem vai julgar essa responsabilidade é a Justiça.

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