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Política29/11/2017 | 04h00Atualizada em 29/11/2017 | 04h00

Os desafios de Alckmin

O governador paulista terá que unificar um partido rachado, resolver a complicada relação com o governo Temer e construir uma narrativa para a campanha do próximo ano

Os desafios de Alckmin Lauro Alves/Agencia RBS
Alckmin terá que suar a camiseta para retomar antigas alianças do PSDB. Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

Não será fácil a vida do governador Geraldo Alckmin à frente da presidência nacional do PSDB, rumo às eleições de 2018. Além de tentar unificar um partido rachado, de resolver a complicada relação com o governo Temer e de construir uma narrativa para a campanha do próximo ano, Alckmin terá que suar a camiseta para retomar antigas alianças. Neste meio tempo, enquanto os tucanos viviam uma crise de identidade, PMDB e os partidos do Centrão se aproximaram. Irritados com os tucanos que querem se descolar do presidente Temer, integrantes do governo fazem questão de afirmar que o PMDB e o Centrão, juntos, terão candidato à presidência da República. Quem seria o candidato? O ministro Henrique Meirelles (Fazenda) está com o bloco na rua, tentando se viabilizar como candidato. De mansinho, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), aparece como alternativa, deixando que cresçam as especulações em torno de seu nome. Em eleições passadas, o DEM esteve a reboque dos tucanos. Diante deste quadro, governistas fazem questão de provocar os tucanos, com a pergunta: quem está apoiando Alckmin?

CONTRA O TEMPO
Tudo indica que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não conseguirá entregar a votação da reforma da Previdência, prometida ao governo e aos mercados. Embora tenha emplacado o ministro das Cidades, mas negociações envolvendo essa votação, até agora não conseguiu controlar os votos do Centrão.

COMPLICADO
O que mais se comenta na bancada de Santa Catarina, em especial entre aqueles parlamentares que vão concorrer a uma vaga na eleição majoritária, é que o novo texto da reforma da Previdência é mais palatável, mas ainda difícil de explicar ao eleitor.

NARRATIVA
O documento "Gente em primeiro lugar: o Brasil que queremos" é uma prévia da narrativa que o PSDB prepara para 2018. Os tucanos querem convencer o eleitorado que não são apenas os queridinhos do mercado e dos grandes empresários.

FRASE

Recém-empossado como diretor-geral da Polícia Federal (PF), Fernando Segovia, fez enfática defesa do instituto da delação premiada, tentou amenizar disputadas da corporação com o Ministério Publico Federal e se disse lisonjeado com a presença do presidente Michel Temer em sua cerimônia de posse.
Fernando Segovia faz lobby para que a reforma não prejudique os policiais.Foto: José Cruz / Agência Brasil

"A gente não pode perder os direitos que hoje existem dentro desse regramento. Estamos trabalhando",

do diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, que faz lobby para que a reforma não prejudique os policiais.

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