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Política12/11/2017 | 21h51Atualizada em 12/11/2017 | 21h51

PSDB consolida Napoleão Bernardes na corrida para 2018

Nome do prefeito de Blumenau é, ao lado do senador Paulo Bauer, uma das apostas do partido em Santa Catarina para a próxima eleição

PSDB consolida Napoleão Bernardes na corrida para 2018 José Somensi/Divulgação
Eleito segundo vice-presidente do PSDB em SC, Napoleão (D) vê seu nome como uma das apostas para a disputa de 2018 Foto: José Somensi / Divulgação

Tucanos catarinenses se reuniram no sábado para definir os rumos do partido de acordo com os audaciosos objetivos do PSDB de alcançar o governo do Estado e a presidência da República. Oficialmente, a convenção que ocorreu em São José definiu o novo diretório e a nova executiva estaduais do partido, mas o fato é que ela já começou a delimitar as estratégias para a eleição de de 2018, e o nome de Napoleão Bernardes aparece com força entre elas. 

O evento que marcou os 29 anos do partido em Santa Catarina reuniu mais de 2 mil filiados — dos quais 578 podiam votar. O deputado federal Marcos Vieira foi aclamado para seguir à frente da sigla até 2019, enquanto o senador Paulo Bauer foi eleito o Presidente de Honra, também por aclamação. O primeiro vice-presidente é o deputado federal Marco Tebaldi, que não compareceu à convenção por motivos de saúde. Napoleão foi eleito o segundo vice-presidente. 

Apesar de considerado jovem na "progressão" política, o prefeito blumenauense está prestes a completar 20 anos de atividade partidária, o que o coloca em uma posição confortável no ninho dos tucanos barrigas-verdes. Ao lado de Bauer, vê seu nome ganhar força para, inclusive, liderar uma das campanhas nas quais o PSDB pretende investir, seja para comandar Santa Catarina, seja para manter a representatividade no Senado. 

— Nos movimentos de base, na juventude, já sou considerado um veterano, e o meu papel é o de ser aglutinador, trabalhar pela construção, e o partido pode contar comigo para atingir esse objetivo. Não tenho nenhuma pretensão de concorrer, não é meu plano, embora esteja sendo muito estimulado a essa reflexão e esteja disposto a contribuir nesse processo partidário, independente de ser candidato _ considera Napoleão, ressaltando se sentir honrado só de ser cogitado para estar na linha de frente das batalhas. 

Planos desenhados

Mas para um nome apenas cogitado, ele revela pensamentos já bem desenvolvidos dentro da sigla para traçar as estratégias futuras. Destacando que "há muitos outros nomes", o blumenauense diz perceber uma crença na dobradinha Napoleão-Bauer com alguns rumos possíveis _ o que só deve ser definido nas convenções de candidatura, que ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto de 2018 de acordo com o calendário eleitoral:

—  Outros são lembrados, mas os que mais convergem são esses dois nomes. Muitos acreditam que se possa ter o Paulo Bauer governador, por já ter sido candidato, ser o nosso líder no Senado, ter expressão nacional e estar bem pontuado nas pesquisas, e entendem que a minha candidatura ao Senado é estratégica para o PSDB nacional, porque temos o projeto de fazer presidente da República. Minha relação pessoal com o governador (de São Paulo) Geraldo Alckmin é próxima, muito fraterna. Hoje o PSDB tem dois senadores e nenhum dos dois nessa hipótese disputaria a reeleição, então ficaria sem representante no Senado, e por isso a minha disputa no sentido de manter um suporte catarinense ao presidente da República, o que é bom para Santa Catarina e mais ainda para o Vale do Itajaí. Mas a militância tem aquele desejo de "o Paulo é nosso líder, está bem no Senado, podemos trocar". Enfim, o PSDB tem consenso de disputar pelo menos duas das quatro vagas, então ficaria entre eu e o Paulo Bauer essa questão, mas ele é o nome natural. 

Participação nacional 

Além das definições estaduais, no dia 9 de dezembro Napoleão participa da convenção nacional do partido em Brasília como delegado , o que lhe dá direito a voto. Além de reforçar a estratégia de consolidar o próprio nome como liderança no Estado, vai compor uma das maiores delegações proporcionais da sigla no país, o que vai dar influência para o grupo nas decisões tomadas. Segundo o prefeito, o partido ainda quer aproveitar a reunião para resolver as pendências internas — como a divisão protagonizada pelos senadores Aécio Neves (MG) e Tasso Jereissati (CE) — e unificar o pensamento em prol do pleito de 2018 em torno da candidatura de Alckmin ao Planalto.   

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