Queda da gasolina nas bombas depende de repasse das distribuidoras, dizem postos - Política e Economia - Santa

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Em Florianópolis21/11/2017 | 14h58Atualizada em 21/11/2017 | 14h58

Queda da gasolina nas bombas depende de repasse das distribuidoras, dizem postos

Petrobras anunciou redução de 2,6% no preço nas refinarias

Queda da gasolina nas bombas depende de repasse das distribuidoras, dizem postos Lucas Correia/Agência RBS
Caso distribuidoras baixem o preço, consumidor deve ver novidade nas bombas no fim da semana Foto: Lucas Correia / Agência RBS

A Petrobras anunciou nova queda no preço da gasolina nas refinarias, desta vez de 2,6%,  na manhã desta terça-feira. A notícia que o consumidor espera — a redução do valor nos postos —, no entanto, deve demorar um pouco mais para chegar. Segundo o diretor do  Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Minerais de Florianópolis (Sindópolis), Joel Figueira, a queda nas bombas só ocorrerá caso as distribuidoras também reduzam seus preços, o que não aconteceu no caso da redução de 3,8% anunciada pela estatal na semana passada.

—Quando há um aumento, as distribuidoras são super ágeis para repassar. Quando ocorre uma redução, o repasse é no ritmo de uma tartaruga — diz Figueira.

O revendedor conta ainda que, caso ocorra a redução dessa vez, ela deve demorar ao menos três dias para chegar nos postos da Grande Florianópolis. Em relação à redução de 3,8% da semana passada, o que teria impedido o repasse nas distribuidoras foi o aumento do preço do álcool combustível, de aproximadamente R$ 0,11 por litro. 

Tendência de estabilidade

Ainda segundo Figueira, não é provável que a gasolina para o consumidor retorne aos valores de outubro, quando era possível achar o produto a menos de R$ 3,50 por litro em alguns postos. Ele conta que, entre março e outubro, ocorreram reduções nas bombas sem quedas significativas nas distribuidoras, o que ele chama de "competição terrível que levou praticamente a um canibalismo do setor".

— Em março a gasolina era vendida a R$ 3,99 nos postos e foi baixando, com os postos mantendo  um preço que não existia no produto — opina o comerciante.

De acordo com o Sindópolis, os postos necessitam de uma margem de aproximadamente 20% por litro para se manterem saudáveis financeiramente. Hoje, conta Figueira, as distribuidoras entregam a gasolina, na média, a R$ 3,55. O ideal para o setor, portanto, seria que a gasolina ficasse a aproximadamente R$ 4,20 nas bombas. 

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