Saiba como definir onde usar o 13º salário - Política e Economia - Santa

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Alívio para o bolso19/11/2017 | 22h14Atualizada em 19/11/2017 | 22h14

Saiba como definir onde usar o 13º salário

Além de quitar dívidas, catarinenses pretendem usar o benefício nas compras de final de ano

Saiba como definir onde usar o 13º salário Diorgenes Pandini/Agencia RBS
O estoquista Maurício Manoel, de Florianópolis, antecipou o dinheiro extra para pagar o cartão de crédito que estava atrasado Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS

O 13º salário vem em boa hora para os catarinenses. Estoquista de uma loja no centro de Florianópolis, Maurício Manoel, 28 anos, antecipou o recebimento de metade do benefício em setembro a fim de saldar as dívidas do cartão de crédito e, agora, aguarda a segunda parcela para planejar o fim de ano com a família.

– Precisei antecipar para conseguir fechar as contas. O salário não era suficiente, acabei gastando muito no cartão de crédito. Consegui pagar essa dívida, agora pretendo usar a segunda parcela do 13º para fazer um Natal legal.

Maurício fazia parte dos 58,2% de famílias endividadas em Santa Catarina, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Fecomércio-SC, divulgada neste mês. O percentual catarinense está pouco abaixo da média nacional (61,8%) e tem como principais agentes de endividamento os cartões de crédito (55,5%), carnês (34,7%), financiamentos de carro (26,5%) e de casa (20,4%). Vale lembrar que as dívidas podem ser múltiplas, por isso a soma dos tipos de endividamento pode ser maior que 100%.

Ainda de acordo com a Peic, houve uma queda de 0,3% no total de famílias com dívidas em Santa Catarina em comparação com novembro de 2016. Um exemplo de quem conseguiu aproveitar o 13º salário para quitar os débitos é a farmacêutica Magali Gonçalves, 49 anos.

– Hoje estou sem dívidas, tudo em ordem, mas no ano passado usei o 13º para isso. Acho que vale a pena fazer esse esforço para se livrar das dívidas, porque agora posso guardar uma parte do meu 13º e usar outra parte para comprar alguns presentes.

Se você também tem direito a receber o benefício, fique de olho: até o final de novembro, deve ser paga a primeira parcela do 13º para trabalhadores do mercado formal, nos setores público e privado, inclusive empregados domésticos, além de beneficiários da Previdência Social e os pensionistas. 

A segunda parcela entra na conta até 20 de dezembro. Cada parcela corresponde à metade do valor devido, mas lembre-se de que a segunda vem com descontos.

Feirão e campanhas para limpar o nome

Além do salário bruto, o 13º deve contemplar os rendimentos extras pagos pelo empregador ao longo do ano. É um reforço e tanto, por isso deve ser administrado com sabedoria. Pessoas que estejam com dívidas em atraso podem utilizar o dinheiro para renegociá-las, pleiteando um abatimento para quitação à vista. 

Em geral, bancos e órgãos de negativa de crédito como SPC, SCPC e Serasa fazem feirões e campanhas para acertar as contas nesta época do ano. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, lançou a campanha #quitafacil, que promete descontos especiais para pagamento à vista até 28 de dezembro. Já no Feirão Limpa Nome da Serasa, consumidores poderão negociar dívidas atrasadas com empresas de diversos segmentos pela internet. Credores participantes prometem condições especiais.

– O dinheiro extra é uma ótima pedida para quitar dívidas que estejam prejudicando o orçamento da família – aponta Patrícia Pereira, especialista da Mongeral Aegon Investimentos.

Quem pensa em usar o dinheiro para investir deve fazer isso apenas após se livrar de dívidas em atraso, que rolam juros pesados e impedem o consumidor de tomar novo crédito, lembra Bernardo Pascowich, fundador do portal Yubb, especializado na busca de investimentos. Isso vale em particular para atrasos em empréstimos pessoais, cartão de crédito e cheque especial. 

– Na maioria das vezes, o juro de uma conta atrasada é maior do que o rendimento do dinheiro em uma aplicação, então é melhor eliminar de vez a dívida – afirma Pascowich.

Resguardar uma parte do 13º também é importante porque, logo adiante, virão as contas típicas de virada de ano, como impostos e rematrículas escolares. Muita gente opta – e com razão, conforme especialistas em finanças pessoais –, por deixar esse dinheiro separado para pagar à vista esses compromissos, aproveitando descontos que geralmente são oferecidos.

Aproveite para deixar contas em dia, investir ou curtir 

Para quem está com contas atrasadas – O 13º é uma ótima oportunidade para pagar as dívidas em atraso, começando por aquelas que cobram os juros mais altos, como as do crédito rotativo do cartão ou o cheque especial. Com dinheiro na mão, negocie descontos que possibilitem o pagamento à vista, sempre pedindo descontos. Dê preferência, ainda, ao pagamento de débitos que permitam que seu nome seja limpo em cadastros de inadimplentes.

Para quem está endividado, mas sem contas atrasadas– O dinheiro pode ser uma boa ocasião para antecipar o pagamento das faturas, negociando com o banco ou a loja algum abatimento nos juros e se livrando de vez da dívida. Se o dinheiro não for suficiente para pagar todo o carnê, opte por quitar as parcelas com vencimento mais distante, pois incorporam um juro mais pesado.

Para quem tem as contas sob controle – Quem lida com as próprias dívidas sem sobressaltos a cada mês pode guardar a primeira fatia do 13º para pagar impostos como IPTU e IPVA com desconto e arcar com os gastos com matrícula e material escolar. Com este valor separado, é menor o risco de estourar o orçamento.

Para quem controla as contas e quer curtir – O merecido descanso também pode estar no radar, em particular para quem não tem contas em demasia e já sabe que não terá dificuldade para quitar os compromissos de final de ano. Nesse caso, utilizar o 13º para garantir as férias pode abrir caminho para hotéis e passagens aéreas mais em conta, uma vez que ainda há pacotes baratos para o verão.

Está com as contas controladas e quer investir – O reforço na conta pode ser usado, neste caso, para engordar um plano de previdência privada e aplicar em investimentos que ofereçam segurança no curto prazo, mas possam dar rendimento acima da inflação. São opções como CDB, Tesouro Direto e fundos de renda fixa. A própria caderneta de poupança é uma boa alternativa para quem, mês ou outro, precisa de grana extra para cobrir o orçamento.

Saiba mais

Quem tem direito a receber o 13º salário? O 13º salário é um direito de trabalhadores do mercado formal, nos setores público e privado, inclusive empregados domésticos. Também recebem os beneficiários da Previdência Social e pensionistas. O não pagamento ou atraso é considerado uma infração e pode resultar em multas.

Qual prazo para o pagamento do 13º salário? Os empregadores têm até o dia 30 de novembro para pagar a primeira parcela. A segunda parcela deve ser paga até 20 de dezembro. Cada parcela corresponde à metade do valor devido.

Como é calculado o valor do 13º? O 13º é devido por mês trabalhado, portanto, o valor é proporcional ao período trabalhado: se o funcionário foi contratado em fevereiro, receberá o benefício calculado sobre uma fração de 11/12.

O 13º é isento de impostos e descontos? Não. Como no salário normal, esse benefício também é submetido a uma série de descontos, como imposto de renda, INSS, contribuições associativas/sindicais e pensões alimentícias, quando for o caso. Entretanto, esses descontos, embora contemplem o valor total do 13º, aparecem apenas no contracheque da segunda parcela. A exceção é o FGTS, pago nas duas.

A empresa pode pagar o 13º apenas em uma vez? Sim, desde que seja até dia 30 de novembro. O pagamento da gratificação em uma única parcela em dezembro é ilegal, estando o empregador sujeito a multa do Ministério do Trabalho.

O 13o é calculado apenas sobre os salários ou também sobre benefícios? As médias de rendimentos como hora extra, adicional noturno e comissões pagas ao longo do ano são somadas ao valor do 13º. Quem só recebe comissão ganha um valor que leva em conta a média das comissões anuais ou recebe pela convenção coletiva da categoria – o que for mais vantajoso ao empregado.

Fontes: Confirp Contabilidade e portal Guia Trabalhista

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