Silvana Pires: a volta do Malvado Favorito - Política e Economia - Santa

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Política07/11/2017 | 02h10Atualizada em 07/11/2017 | 02h10

Silvana Pires: a volta do Malvado Favorito

Eduardo Cunha pode estar atrás das grades, mas seu jeito de comandar o espetáculo segue intacto. A questão agora é provar quem está dizendo a verdade nesse emaranhado de acusações de todos os lados

Silvana Pires: a volta do Malvado Favorito Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
Silvana Pires / RBS Brasília
Silvana Pires / RBS Brasília

silvana.pires@gruporbs.com.br

 Preso há pouco mais de um ano, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) não mudou seu estilo. Acostumado a controlar mais de 500 deputados em plenário, logo no começo da audiência desta segunda já marcou posição e pediu para fazer um histórico da relação dele com Lucio Funaro – apontado como operador financeiro do PMDB em esquemas de corrupção. Algo não muito usual, a ponto de o juiz Vallisney de Souza Oliveira lembrar que o sistema de perguntas costuma ser mais rápido. Mas ouviu do acusado: "Meu objetivo não é ganhar tempo, é apenas exercer o meu direito de defesa".

Metódico, Cunha levou uma mala recheada de documentos e ainda um roteiro que chamou de autodefesa, com as respostas de todas as acusações feitas contra ele. O peemedebista negou todos os pontos. Disse não ter recebido dinheiro de Joesley Batista para ficar quieto. Essa versão teria sido forjada pelo Ministério Público Federal e o dono da JBS para derrubar o presidente Michel Temer.  Chamou de ridícula a afirmação de Funaro, de que teria recebido recursos para comprar votos a favor do impeachment de Dilma Rousseff, ressaltou que não recebeu propina para campanha e ainda desdenhou ao dizer que as doações oficiais eram mais do que suficientes. O Malvado Favorito da Câmara pode estar atrás das grades, mas seu jeito de comandar o espetáculo segue intacto. A questão agora é provar quem está dizendo a verdade nesse emaranhado de acusações de todos os lados.

Judicialização
O deputado Esperidião Amin (PP) trabalha para que a Câmara conclua ainda neste ano a discussão do projeto que deve otimizar a fila de processos judiciais envolvendo o SUS. Amin pretende, antes de concluir o relatório, realizar uma audiência pública com o juiz catarinense Márcio Schiefler Fontes, que integra o Conselho Nacional de Justiça. De acordo com Amin, SC poderia usar melhor os recursos disponíveis se encontrasse um equilíbrio, definindo uma lista de prioridades na judicialização.

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