Silvana Pires: estica e puxa pela Previdência - Política e Economia - Santa

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Política11/11/2017 | 02h40Atualizada em 11/11/2017 | 02h40

Silvana Pires: estica e puxa pela Previdência

Mais uma vez Michel Temer irá tomar as rédeas da articulação política para tentar salvar o que restou da reforma 

Silvana Pires: estica e puxa pela Previdência Gabriel Haesbaert/DSM
Foto: Gabriel Haesbaert / DSM
Silvana Pires / RBS Brasília
Silvana Pires / RBS Brasília

silvana.pires@gruporbs.com.br

A próxima semana será de muita articulação em Brasília. Mais uma vez Michel Temer irá tomar as rédeas da articulação política para tentar salvar o que restou da reforma da Previdência. A expectativa é de que o presidente se reúna com os líderes dos partidos para discutir o tema e tentar convencer a base aliada a aprovar o projeto. São necessários pelos 308 votos dos 513, número que hoje o Planalto não possui. O texto, mais enxuto, também deve ser concluído nos próximos dias. 

É uma corrida contra o tempo, afinal o Congresso entra em recesso na semana anterior ao Natal e ainda é necessário votar o orçamento, ou seja, agenda apertada. Deixar para 2018 é arriscado, quanto mais perto das eleições, mais problemático fica para o Planalto conseguir os votos necessários. Mas Temer não irá apenas pedir, ele também ouvirá queixas dos aliados, principalmente do centrão, que exigem uma reforma ministerial o quanto antes. Caso contrário, não votam a Previdência. Eles querem mais espaço, mais poder. E reclamam que o PSDB, mesmo com parlamentares votando contra o Planalto, ainda ocupa quatro ministérios, entre os quais o das Cidades, que conta com um gordo orçamento para fazer obras. Ouro num ano eleitoral.

Polícia voluntária
O deputado Ronaldo Benedet (PMDB/SC) estuda a criação da polícia voluntária, nos mesmos moldes dos bombeiros voluntários que já atuam em Santa Catarina. O texto do projeto de lei ainda está sendo preparado e vai exigir, por exemplo, que os voluntários sejam maiores de 18 anos e não tenham antecedentes criminais. 

Minirrecesso na Câmara
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cumpriu o acordo com os deputados que fizeram um intensivão para votar a pauta de segurança. Em troca, não trabalham na próxima semana. Maia chegou a argumentar que o gastos com passagens para os parlamentares virem na segunda-feira e voltarem na terça-feira seria um custo maior do que eles terem trabalhado até sexta-feira. Ficar em Brasília no feriado e trabalhar na quinta-feira normalmente não seria nenhum prejuízo para o país.

Sem feriadão?
Diferente da Câmara, o Senado marcou sessões na terça-feira e na quinta-feira. Mas nem mesmo o presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE) deve estar acreditando que terá quórum, pois as pautas não são polêmicas. Há projetos como a  indicação para o livro Heróis da Pátria e a venda fracionada de medicamentos e pet shops. Um assunto mais polêmico, como a alteração da cobrança de ICMS sobre o querosene de avião ficou para a semana do dia 20.

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