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Política10/11/2017 | 02h10Atualizada em 10/11/2017 | 02h11

Silvana Pires: PSDB: agora é guerra

A crise interna no partido extrapolou há algum tempo os limites do partido e a roupa suja está sendo lavada em público

Silvana Pires: PSDB: agora é guerra Marcelo Camargo/Agência Brasil
O fato mais recente foi a decisão do senador Aécio Neves de tirar o colega Tasso Jereissati da presidência do partido Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Silvana Pires / RBS Brasília
Silvana Pires / RBS Brasília

silvana.pires@gruporbs.com.br

A crise interna do PSDB extrapolou há algum tempo os limites do partido e a roupa suja está sendo lavada em público, sem o menor pudor. O fato mais recente foi a decisão do senador Aécio Neves (MG) de tirar o colega Tasso Jereissati (CE) da presidência do partido, reassumir o cargo e logo em seguida indicar o ex-governador de São Paulo Alberto Goldman como interino. Tasso estava na presidência desde maio, quando Aécio se viu envolvido na famosa gravação em que pede R$ 2 milhões para Joesley Batista, um "empréstimo entre amigos" como o mineiro definiu à época. Aécio afirmou que, em razão da candidatura de Tasso à presidência do PSDB, sua decisão foi tomada para garantir "isonomia" entre os candidatos. Faltou lembrar que seu grupo apoia o governador de Goiás, Marconi Perillo, na disputa. A reviravolta de ontem foi mais um round na briga entre os que querem desembarcar imediatamente do governo de Michel Temer (ala de Tasso) e os que desejam manter a parceria (turma de Aécio). A deputada Yeda Crusius (RS) resume bem o atual momento do partido:

- Transbordou o pote quando o senador Cássio Cunha Lima lançou Tasso presidente da República. Agora é guerra. Que não digam que não avisei. Se seguir nesse ritmo, o caldeirão tucano promete ferver ainda mais na hora de escolher o candidato ao Palácio do Planalto. Mesmo sem nada definido, Geraldo Alckmin e João Doria já andam se bicando por aí em busca da indicação. A convenção nacional marcada para 9 de dezembro promete ser, no mínimo, uma grande terapia em grupo. 

Desempregado
Ao chegar para falar com a imprensa após ser destituído da presidência do PSDB, Tasso Jereissati cumprimentou os jornalistas e ao responder como estava, brincou:

- Desempregado!

Tucanos
A deputada Geovania de Sá afirmou à coluna estar surpresa com a decisão de Aécio, que ele "não poderia destituir um homem com a postura do senador Tasso Jereissati que estava conduzindo o partido de forma tão positiva". Para o deputado Marco Tebaldi "foi uma atitude normal porque o Tasso é candidato à presidência do partido. Fizeram um ajuste para colocar uma terceira pessoa isenta, assim nem o Aécio conduz e nem o Tasso conduz".

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